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Uma empresa do setor de manutenção industrial assume contratos com elevados níveis de exigência quanto à disponibilidade de equipamentos. Em auditoria interna, verificou-se que:
(i) componentes de baixo custo unitário, mas cuja falta paralisa equipamentos críticos, eram tratados da mesma forma que materiais de reposição comum;
(ii) peças de alto valor, porém de uso eventual e facilmente substituíveis, recebiam prioridade equivalente às peças críticas;
(iii) o sistema de classificação adotado não diferenciava materiais quanto ao impacto da falta, grau de criticidade operacional ou risco associado ao desabastecimento;
(iv) as decisões de compras e estoques baseavam-se predominantemente em histórico de consumo agregado e valor financeiro.
Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta no que diz respeito à classificação de materiais e suas implicações gerenciais.
A falha identificada decorre principalmente da ausência de métodos quantitativos de previsão de demanda, não estando relacionada aos critérios adotados para a classificação de materiais.
A diferenciação de tratamento entre materiais críticos e não críticos é incompatível com sistemas modernos de gestão de materiais, pois compromete a padronização e o controle dos estoques.
A classificação de materiais, conforme descrita no caso, não influencia as políticas de compras e estoques, que devem ser definidas de forma independente da análise de criticidade.
A situação descrita indica que a adoção de critérios baseados no valor financeiro é suficiente, desde que os níveis de estoque sejam elevados para todos os itens críticos.
O caso demonstra a necessidade de classificação dos materiais com base em atributos como criticidade operacional e impacto da falta, uma vez que o valor econômico isolado não reflete a importância gerencial dos itens.