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De acordo com a obra de Kaplan e Norton (A Estratégia em Ação: Balanced Scorecard), a construção de um Balanced Scorecard (BSC) eficaz exige que o sistema de medição traduza a estratégia da unidade de negócios em objetivos e medidas tangíveis, estruturados a partir de uma cadeia causal entre quatro perspectivas.
Considerando a arquitetura conceitual, os vetores de desempenho e a dinâmica das quatro perspectivas propostas por Kaplan e Norton, assinale a afirmativa CORRETA.
A cadeia de causa e efeito determina que as capacidades dos funcionários e a infraestrutura de sistemas, alocadas na perspectiva de Aprendizado e Crescimento, constituem conceitual e predominantemente indicadores de resultado (lagging indicators).
A modelagem financeira do BSC estabelece que unidades de negócio situadas na fase de "sustentação" (sustaining) do ciclo de vida empresarial devem direcionar suas metas prioritariamente para o aumento percentual de vendas em novos mercados e investimentos em P&D de longo prazo, evitando, assim, que a empresa deixe de inovar.
Na perspectiva do cliente, os indicadores centrais (core measures), como participação de mercado e retenção de clientes, constituem a proposta de valor em si, enquanto os atributos de produtos/serviços, o relacionamento e a imagem corporativa pertencem estritamente à perspectiva financeira.
Na perspectiva dos processos internos, o BSC preconiza a identificação dos processos críticos para o êxito da estratégia e contempla as operações correntes, o processo de inovação — focado nas necessidades futuras dos clientes — e os serviços pós-venda, superando a abordagem centrada na melhoria contínua de processos estabelecidos.