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“A cidadania está embutida na profissão e os direitos do cidadão restringem-se aos direitos do lugar que ocupa no processo produtivo, tal como reconhecido por lei. [...] O instrumento jurídico comprovante do contrato entre o Estado e a cidadania regulada é a carteira profissional, que se torna, em realidade, mais do que uma evidência trabalhista, uma certidão de nascimento cívico” (Wanderley G. Santos, 1979).
a cidadania regulada tinha um viés de tutela e de controle da classe trabalhadora pelo Estado Social varguista.
Se os trabalhadores reconhecidos eram formalmente cidadãos, são pré-cidadãos aqueles que não tem a ocupação conhecida pela lei.
a associação entre cidadania e ocupação origina, posteriormente, os conceitos de marginalidade e de mercado informal de trabalho.
a cidadania regulada implicava a subordinação da classe trabalhadora às decisões estatais.
não existem nexos possíveis entre a cidadania regulada, trabalho e o autoritarismo característico do período varguista.