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Em um município que busca fortalecer sua governança pública, a administração local implantou um sistema de ouvidoria digital e criou conselhos comunitários de segurança para ampliar o diálogo entre gestores e cidadãos. O objetivo é reduzir conflitos, aumentar a transparência das decisões e promover a corresponsabilidade social na formulação e avaliação das políticas públicas.
Com base nos fundamentos da avaliação executiva e na relação entre governança, participação social e confiança pública, é correto afirmar que essa iniciativa
representa um mecanismo de governança participativa que reforça a confiança e a legitimidade institucional, ao incluir cidadãos nos processos de decisão e de controle social.
tende a comprometer a efetividade administrativa, pois a ampliação de instâncias participativas e consultivas pode gerar morosidade nos processos decisórios da administração pública.
promove a descentralização das decisões e debilita os mecanismos de integridade e compliance, uma vez que a participação social pode abrir espaço para pressões políticas ou interesses particulares.
configura um modelo de gestão pública de caráter tecnocrático ao manter o processo decisório concentrado nas estruturas hierárquicas tradicionais e pouco permeáveis à deliberação cidadã.
amplia a transparência governamental, mas corre o risco de reduzir o alcance democrático, na medida em que substitui a interlocução direta e presencial entre gestores e sociedade por mecanismos impessoais mediados por tecnologia.