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A análise dos modelos de administração pública exige distinguir categorias que, embora ...

A análise dos modelos de administração pública exige distinguir categorias que, embora frequentemente aproximadas no debate institucional, não se confundem quanto ao seu fundamento, à sua lógica de funcionamento e ao tipo de problema analítico que procuram explicar.

Burocracia, gerencialismo, governança pública, governabilidade e capacidade estatal pertencem a planos conceituais parcialmente conexos, mas não equivalentes, razão pela qual sua identificação indistinta compromete a compreensão dos arranjos contemporâneos de gestão pública.


Considerando os modelos de administração pública e a atuação estratégica do administrador no setor público, analise as alternativas a seguir e assinale a que está CORRETA.


A

A governabilidade traduz, em acepção técnica, a densidade dos recursos logísticos e operativos que conferem ao Estado a aptidão para transmutar diretrizes em entregas sociais, razão pela qual a sua substância ontológica se confunde com o próprio conceito de capacidade estatal.


B

A capacidade estatal se distingue da burocracia porque se refere exclusivamente à aptidão política de obtenção de apoio e estabilidade decisória, não abrangendo dimensões administrativas, técnicas ou institucionais relacionadas à execução de políticas públicas.


C

A burocracia administrativa se estrutura pela centralidade da impessoalidade, da formalização e da hierarquia, ao passo que o gerencialismo desloca o foco para desempenho, resultados e flexibilidade. Já a governança pública não substitui integralmente esses referenciais, mas enfatiza coordenação, articulação e produção de valor público em ambientes institucionais mais complexos.


D

O gerencialismo se caracteriza pela superação da lógica burocrática mediante a eliminação da formalização procedimental e da hierarquia funcional, de modo que sua adoção pressupõe substituição estrutural do modelo burocrático por mecanismos integralmente flexíveis de gestão.


E

A governança pública, ao privilegiar interação entre múltiplos atores e redes decisórias, afasta a centralidade do Estado na coordenação institucional, motivo pelo qual sua consolidação depende da redução da capacidade estatal e da descentralização de funções estratégicas.