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[O] cenário muda radicalmente com a constatação de que os Tupi-Guarani eram capazes de produzir muito além dos níveis vitais. No que se refere a desenvolvimento, isso obriga a pensar nos nativos como produtores de excedentes, como produtores de riqueza – a tomá-los como base para a história [da riqueza no Brasil].
CALDEIRA, Jorge. História da riqueza no Brasil. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2017.
O texto refere-se à mudança de entendimento sobre aspectos econômicos dos povos indígenas brasileiros, o qual carregava valor paradigmático.
O trecho acima desafia o entendimento de que
os indígenas viviam em uma economia voltada para a própria subsistência por incapacidade produtiva.
a dinâmica social indígena era nômade, com migrações constantes em busca de novos recursos naturais.
os povos nativos não possuíam técnicas agrícolas avançadas que desembocam em sociedades estratificadas.
a relação entre indígenas e colonizadores foi marcada por trocas simbólicas mais do que por intercâmbio econômico.
os Tupi-Guarani entendiam a terra como território coletivo, sem noção de propriedade individual.


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