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Considerando-se a diversidade cultural brasileira e a multiplicidade de atores sociais envolvidos com acervos arqueológicos atualmente depositados em museus, universidades e outras instituições públicas, conforme as discussões hoje dominantes no campo da arqueologia é INCORRETO afirmar:
Conflitos são elementos constitutivos de uma sociedade complexa e multifacetada como a brasileira. Portanto, as instituições públicas devem estar abertas às diferenças e não sustentarem uma interpretação unívoca de seus acervos.
Comunidades tradicionais, com vínculo histórico óbvio ou não com os acervos, devem ser convidadas a conhecê-los e a refletir sobre suas conexões culturais e históricas com eles.
O meio para salvaguardar o patrimônio e garantir seu uso público é atribuir a prerrogativa de geri-lo às(aos) reais especialistas no tema, a saber arqueólogas(os), museólogas(os) e conservadoras(es)- restauradoras(es).
Acervos arqueológicos são, por princípio, passíveis de terem significações diferentes para diferentes setores da sociedade e, portanto, conflitos a seu respeito são parte constitutiva da gestão desses acervos, o que deve ser assumido pelos profissionais envolvidos.