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No Brasil, a Arqueologia Histórica prevê
o uso de fontes materiais, documentais e orais, nessa ordem de importância e legitimidade.
a investigação de grupos humanos ágrafos por meio da cultura material.
a pesquisa sobre a presença americana de populações europeias, consideradas responsáveis por fundar a civilização no continente.
o estudo do período moderno, pós-conquista europeia do território americano, embora aborde também temas de longa duração.
o embasamento em documentos escritos oficiais, uma vez que os objetos são considerados desprovidos de valor informativo.
Sobre o exercício da profissão de Arqueólogo, avalie as afirmativas a seguir.
I. O exercício da profissão de arqueólogo é privativo dos diplomados em bacharelado em Arqueologia por escolas oficiais ou reconhecidas pelo Ministério da Educação.
II. O exercício da profissão de arqueólogo é privativo dos diplomados em Arqueologia por escolas estrangeiras reconhecidas pelas leis do país de origem, cujos títulos tenham sido revalidados no Brasil, na forma da legislação pertinente.
III. O exercício da profissão de arqueólogo é privativo dos pós-graduados por escolas ou cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação, com área de concentração em Arqueologia, com dissertação de mestrado ou tese de doutorado sobre Arqueologia e com pelo menos dois anos consecutivos de atividades científicas próprias do campo da Arqueologia, devidamente comprovadas.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Leia a descrição a seguir.
Em 1979, ele foi criado para preservar vestígios arqueológicos da mais remota presença do homem na América do Sul. Sua demarcação foi concluída em 1990 e, por sua importância, a Unesco o inscreveu na Lista do Patrimônio Mundial em 1991 e na Lista Indicativa brasileira como patrimônio misto. Em 1993, passou a constar do Livro de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, do Iphan. Na área tombada foram localizados cerca de 400 sítios arqueológicos. A maioria deles contém painéis de pinturas e gravuras rupestres de grande valor estético e arqueológico.
O trecho refere-se ao sítio arqueológico denominado
Parque Nacional da Serra da Capivara (Piauí).
Sítio Lagoa Santa (Minas Gerais).
Sitio Arqueológico da Pedra Pintada (Roraima).
Parque Arqueológico do Solstício (Amapá).
Cais do Valongo (Rio de Janeiro).
A gênese da ciência Arqueologia no Brasil remonta à passagem do século XVIII para o XIX. Desde então, a história da disciplina reflete seus diferentes contextos históricos de pesquisa e produção do conhecimento.
As afirmativas a seguir apresentam corretamente aspectos da trajetória histórica da Arqueologia no país, à exceção de uma. Assinale-a.
No século XVIII, as excursões de naturalistas estrangeiros para a Amazônia inauguraram uma abordagem científica iluminista na descrição da fauna, da flora, dos nativos e de sua cultura material.
A partir do século XIX, a criação de museus de história natural, como o Museu Real do Rio de Janeiro, o Museu Paraense de Belém e o Museu Paulista, foi decisiva para o desenvolvimento da Arqueologia no país.
Nas primeiras décadas do século XX, a tradição marxista, que influenciou a formação das ciências sociais na América Latina, fundamentou a ciência arqueológica no Brasil, destacando a importância da materialidade histórica.
Na segunda metade do século XX, missões arqueológicas francesas exerceram forte influência na formação científica de uma geração de arqueólogos e no desenvolvimento de métodos científicos mais rigorosos.
No século XXI, o uso de novas tecnologias de campo, como drones para captura de imagens de áreas de difícil acesso, e laboratoriais, como a análise de DNA antigo, tem sido fundamental para obter informações mais precisas.
Sobre práticas de Arqueologia Colaborativa, leia o trecho a seguir.
Em 2023, arqueólogos do Instituto AfrOrigens localizaram restos de embarcações naufragadas nas imediações da foz do Rio Bracuí (Angra dos Reis, RJ). A localização de um dos sítios havia sido indicada pela tradição oral da comunidade quilombola Santa Rita do Bracuí, em colaboração com pescadores da região, que conheciam a localização do naufrágio e mencionavam que o local já foi vitimado pela pilhagem de mergulhadores locais. O segundo sítio arqueológico foi localizado por imagens sonográficas e se encontra enterrado no fundo marinho da enseada do Bracuí. Somente os estudos arqueológicos subaquáticos sistemáticos poderão confirmar se um deles corresponde ao navio escravagista Camargo, procedente dos Estados Unidos com 500 africanos escravizados de Moçambique e naufragado em 1852.
Adaptado de Instituto AfrOrigens. Boletim de informação à imprensa e à comunidade, 2023.
Considerando a iniciativa descrita, assinale a opção que avalia corretamente o envolvimento das comunidades locais no processo da pesquisa arqueológica.
As demandas da população local geram conflitos de interesses com as metas acadêmicas, pois a comunidade está focada no valor econômico do patrimônio arqueológico, enquanto a academia busca objetivos voltados para sua pesquisa.
O financiamento internacional permite o uso de alta tecnologia, gerando resultados eficientes na localização de vestígios arqueológicos, diferentemente das informações obtidas pelos relatos orais da comunidade local.
A participação de membros da comunidade local nas atividades arqueológicas prejudica os trabalhos, os quais requerem uma formação especializada, de modo a evitar possíveis danos aos vestígios.
O envolvimento da comunidade local nas atividades promove a construção coletiva do conhecimento e estimula a preservação do patrimônio arqueológico como um bem compartilhado.
O trabalho arqueológico pautado em testemunhos orais carece de credibilidade, uma vez que a tradição oral das comunidades locais se baseia em memórias subjetivas que escapam a qualquer controle de autenticidade.


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A Conferência de Nara (Japão, 1994) tratou da autenticidade em relação à Convenção do Patrimônio Mundial.
Considerando o documento resultante dessa conferência, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Afirmou a impossibilidade de estabelecer critérios fixos para julgar o valor e a autenticidade de um bem, pois suas características devem ser consideradas dentro dos contextos culturais a que pertencem.
( ) Considerou a diversidade de culturas e patrimônios como uma fonte insubstituível de informações a respeito da riqueza espiritual e intelectual da humanidade.
( ) Destacou a memória coletiva da humanidade como uma resposta às forças da globalização e da homogeneização, que frequentemente ameaçam suprimir a cultura das minorias.
As afirmativas são, respectivamente,
V – V – F.
V – F – V.
F – F – V.
F – V – F.
V – V – V.
Sobre educação patrimonial, leia o trecho a seguir.
Em decorrência da necessidade de uma maior sistematização das ações educativas no âmbito das políticas de preservação, o Iphan, por meio de seu setor de promoção, passou a estruturar e consolidar uma área específica voltada para as ações educativas ligadas à preservação do Patrimônio Cultural brasileiro.
Iphan. Educação Patrimonial, Histórico, conceitos e processos. 2014, p. 14.
Com base no trecho, sobre a educação patrimonial aplicada a sítios e coleções arqueológicas, assinale a afirmativa correta.
Configura-se como fonte secundária de conhecimento, de caráter complementar e suplementar, que contribui para o saber individual e o coletivo.
É realizada por setor terceirizado contratado pela instituição cultural para promover atividades pontuais, quando o calendário das atividades o exige.
Congrega atores sociais diversos, devido à sua natureza voluntária, sob a coordenação pedagógica criadora de atividades elaboradas para uma comunidade receptora.
É promovida por qualquer profissional com conhecimento científico sobre as coleções, pois, devido ao seu caráter integrador, não exige uma capacitação específica.
Abrange tanto processos educativos formais quanto não formais, com o objetivo de promover o entendimento e a valorização do patrimônio cultural em diferentes contextos.
O licenciamento ambiental é um requisito legal prévio à instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente, compartilhado entre instituições federais, estaduais e municipais. A participação do Iphan no processo de licenciamento ambiental foi formalizada pela Portaria Interministerial nº 60/2015.
Com base na execução do licenciamento ambiental pelo Iphan, assinale a opção que descreve corretamente suas etapas.
O Iphan é o responsável por iniciar o processo administrativo para o licenciamento, criando a Ficha de Caracterização de Atividade (FCA), quando identificar que um empreendimento esteja em fase preliminar de instalação.
A Ficha de Caracterização de Atividade (FCA) é uma primeira análise dos técnicos para avaliar se há, de fato, pertinência da participação do Iphan no processo de licenciamento ambiental.
A Avaliação de Impacto ao Patrimônio Cultural (AIP) é realizada em patrimônios acautelados que já tenham sido impactados pela execução de obras não licenciadas, com o objetivo de avaliar os danos causados.
O Termo de Referência Específico (TRE) é um documento final que determina a aprovação ou reprovação do empreendimento, considerando os impactos sobre os patrimônios afetados ou não.
A gestão do patrimônio cultural deve ser realizada sempre que o empreendimento impactar qualquer patrimônio com valor cultural, seja em âmbito federal, estadual ou municipal.
As Superintendências Estaduais ou a Sede Nacional do Iphan receberão(á), para avaliação, o Relatório de Avaliação de Impacto aos Bens Culturais Tombados, Valorados e Registrados presentes na Área de Influência Direta (AID) de empreendimentos.
Assinale a opção que indica, corretamente, um item que esse relatório deverá conter.
A localização e a delimitação georreferenciada dos bens culturais materiais e a caracterização e avaliação da situação do patrimônio material existente.
A localização georreferenciada dos bens culturais imateriais acautelados, as comunidades a eles associadas e a avaliação de risco para investimentos financeiros nacionais e internacionais.
A localização e a delimitação georreferenciada dos bens culturais materiais e a avaliação de risco para investimentos financeiros nacionais e internacionais.
A avaliação das ameaças ou impactos sobre o patrimônio material e imaterial acautelado e a proposição de medidas para mitigar os impactos financeiros sofridos pelo empreendimento presente na AID.
A caracterização, a contextualização e a avaliação da situação do patrimônio imaterial acautelado, assim como dos bens culturais a ele associados, e a proposição de medidas para mitigar os impactos financeiros sofridos pelo empreendimento presente na AID.
Observe a reconstrução digital do Forte de São Pedro do Boldró, atualmente em ruínas (Arquipélago de Fernando de Noronha, PE).

CAVALCANTI, M. R. Patrimônio Virtual: A reconstrução em 3D e a preservação do Patrimônio cultural. Dissertação, Iphan, 2019, p. 136.
Considerando os princípios da Carta de Veneza sobre o valor de antiguidade de uma ruína, assinale a opção que apresenta corretamente um uso pertinente de maquetes em 3D para a reconstituição digital de bens arruinados.
Ativar lembranças no público por meio de uma interpretação artística fundamentada em documentação histórica, evitando intervenções diretas que comprometam o valor do bem cultural original, preservando-o na memória coletiva.
Desenvolver a educação patrimonial por meio da interação direta com o bem material arruinado, oferecendo ao público uma experiência tátil e sensorial, visando uma compreensão da importância histórica e cultural do forte.
Favorecer a compreensão do passado junto à população, por meio da criação de imagens virtuais para reconstruir as estruturas originais, de modo que o Forte se aproxime de sua aparência original.
Investigar o impacto das ações antrópicas sobre o bem cultural arruinado, por meio da reconstituição digital do seu processo de degradação natural, fornecendo dados para futura restauração da ruína.
Elaborar uma reconstituição artística precisa, por meio do uso de tecnologias avançadas, para viabilizar uma reconstrução autêntica que confira um valor permanente ao bem arruinado.


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Considere o trecho a seguir.
Atualmente, a exemplo do que ocorreu em outros países, a pesquisa arqueológica levada a cabo no Brasil é predominantemente realizada por contrato de prestação de serviços. O termo “arqueologia de contrato” foi introduzido como decorrência do surgimento de um mercado de trabalho que pressupunha para o arqueólogo, como já ocorria com outras profissões, a existência de patrões ou de clientes.
BEZERRA, S.; SANTOS, M. do C. Arqueologia de contrato no Brasil, Revista USP, 44, 2000, p. 52.
Sobre a responsabilidade social do arqueólogo quando contratado como consultor por empresas, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Os arqueólogos devem considerar as perspectivas e os interesses das comunidades locais que possam ser afetadas pelas obras.
( ) Os arqueólogos devem sempre chegar a conclusões científicas, mesmo que estas contrariem os interesses do empreendedor contratante.
( ) Os arqueólogos devem exercer sua função técnica na elaboração de laudos, desconsiderando os contextos e as consequências sociais de sua atividade.
As afirmativas são, respectivamente,
V – V – F.
V – F – V.
F – F – V.
F – V – F.
V – V – V.
A respeito do papel do Iphan no processo de licenciamento ambiental, principalmente em relação à salvaguarda do patrimônio cultural arqueológico, assinale a afirmativa correta.
Atua como órgão interveniente, responsável pelo licenciamento ambiental para verificar possíveis danos ou destruição aos bens culturais acautelados.
Atua como instituição fiscalizadora, responsável por supervisionar bens arqueológicos encontrados em áreas públicas ou privadas, desde que registrados oficialmente em seu cadastro.
Atua como autoridade federal, responsável por garantir a propriedade dos sítios arqueológicos aos entes federativos em cujos territórios estão localizados.
Atua como entidade licenciadora, responsável por avaliar as atividades que possivelmente desrespeitem os bens arqueológicos, apesar de não ter o poder de embargo.
Atua como ente executor, responsável por intervir em todos os casos de empreendimentos e obras com impacto ambiental significativo, em nível nacional ou regional.
Leia o trecho a seguir.
A metodologia do ataque em “superfícies amplas”, preconizada por Leroi-Gourhan e adaptada por Luciana Pallestrini nos sítios arqueológicos do Estado de São Paulo, foi sucessivamente utilizada em vários outros Estados do Brasil: No Rio de Janeiro por Kneip, no Piauí por Maranca e em Goiás por Andreatta.
Adaptado de PALLESTRINI, L. “Superfícies amplas” em arqueologia pré-histórica no Brasil, in: Revista de Arqueologia, 1, 1983, p. 7-18.
Considerando o trecho, é correto afirmar que a metodologia do ataque em superfícies amplas compreende
a não intervenção na vegetação que recobre os vestígios do sítio arqueológico, com a necessidade de traçar uma linha divisória para organizar os achados de ambos os lados, de forma padronizada em todos os sítios.
o planejamento de trincheiras a partir de perfis, com o objetivo de realizar uma prospecção superficial e moderada da primeira camada escavada do sítio.
a análise do sítio a partir da redução da amplitude de visão, com o objetivo de obter uma perspectiva mais detalhada e focada de um ângulo específico da área a ser escavada.
a evidenciação integral das estruturas do sítio capazes de, em sua totalidade, reconstruir uma instalação do passado, considerando o conteúdo global dos vestígios presentes.
a delimitação da decapagem, com abrangência na área total do sítio, proporcionando uma visão geral da superfície a ser escavada.
No Brasil, a tipologia adotada para classificação dos sítios arqueológicos considera elementos como os artefatos, a composição estratigráfica e a cronologia.
Considerando esses critérios, assinale a afirmativa que caracteriza corretamente os sítios do tipo sambaqui.
Pinturas, gravuras e conchas próximas de superfícies rochosas; montes construídos intencionalmente com conchas e outros elementos inorgânicos, que remontam a 8.000 anos.
Conchas, ossos e ferramentas líticas próximas a corpos de água salgada; camadas intencionais de conchas e restos orgânicos e inorgânicos, que sejam datados entre 8.000 e 2.000 anos.
Fragmentos de cerâmica e objetos associados a sociedades agrícolas próximas de grandes rios; estratos com cerâmica misturada a sedimentos e carvão; a maioria remonta à pré-história.
Artefatos manufaturados, como moedas e louças, próximos a áreas com agricultura incipiente; estratos com presença de construções urbanas e restos faunísticos, que sejam datados por volta de 1.200 anos.
Conchas e fósseis próximas a corpos de água salgada; elementos preservados em camadas geológicas sedimentares com profundidade superior a 10 metros, que remontam a milhares de anos.
Conforme Duran (2017), o delineamento da Arqueologia Subaquática no Brasil aos moldes efetivamente cientificas exigidos pela disciplina só viria a existir no início dos anos 1990 com o início do projeto de mestrado de Gilson Rambelli em parceria com o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo - USP. Esse projeto foi crucial para a ampliação da discussão do tema e incentivou o aparecimento de novas pesquisas acadêmicas, inclusive em outras áreas do conhecimento. Nesse período foi fundado um centro de pesquisas na área, cujo compromisso é a prática arqueológica enquanto instrumento de transformação social, ética e politicamente engajada no que se refere à proteção do Patrimônio Cultural Subaquático. Com base no exposto, assinale a opção que apresenta o correto nome desse centro de pesquisa.
CEANS - Centro de Arqueologia Náutica e Subaquática.
CEAAq - Centro de Arqueologia de Ambientes Aquáticos.
CEAMS - Centro de Arqueologia Marinha e Subaquática.
CBAS Centro Brasileiro de Arqueologia Subaquática.
CEAAN - Centro de Estudos em Antropologia e Arqueologia Naval.


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Conforme Amaral et al. (2018), museus de arqueologia naval in situ são necessários e ações conjuntas entre instituições devem se fazer presentes, ainda mais sob a ótica da arqueologia subaquática que requer conhecimentos específicos. Segundo os autores, a criação desses museus deve considerar a interação entre:
conhecimento científico e sociedade.
interesses do Estado e interesse social.
conhecimento científico e potencial retomo financeiro.
interesse social e mercadológico.
fatores causadores do naufrágio e impacto social e ambiental causado pelo sinistro.
A Instituição de Guarda e Pesquisa é importante figura que participa do processo de conservação dos bens arqueológicos, sob o manto da Instrução Normativa nº 01/2015 do IPHAN. Assinale a alternativa correta a respeito da participação desta figura institucional no desdobramento procedimental quanto à conservação do bem arqueológico.
A Instituição de Guarda e Pesquisa deverá apresentar ao CNA relatórios sobre os bens sob sua responsabilidade a cada 3 anos.
Facultativamente, a Instituição de Guarda e Pesquisa poderá apresentar ao CNA o termo de recebimento correspondente ao inventário dos bens arqueológicos apresentado pelo Arqueólogo Coordenador do Projeto ou Programa.
Os bens arqueológicos oriundos dos Projetos ou Programas previstos na Instrução Normativa nº 01/2015 deverão permanecer sob a guarda temporária de Instituição de Guarda e Pesquisa localizada na unidade federativa onde a pesquisa foi realizada.
O acervo coletado durante todas as etapas da pesquisa arqueológica de um mesmo empreendimento deverá ser reunido em distintas Instituições de Guarda e Pesquisa aprovadas pelo IPHAN.
Em regra, a responsabilidade pela conservação dos bens arqueológicos é do Arqueólogo Coordenador durante a etapa de campo e da Instituição de Guarda e Pesquisa, após seu recebimento.
Em conformidade com a lei nº 7.542 de 26 de setembro de 1986, modificada pela lei nº 10.166 de 27 de dezembro de 2000, aquele que achar quaisquer coisas ou bens afundados, submersos, encalhados e perdidos em águas sob jurisdição nacional, em terrenos de marinha a seus acrescidos e em terrenos marginais, não estando presente o seu responsável, fica obrigado a:
comunicar imediatamente o achado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (lphan), ficando com a posse até deliberação daquela autarquia.
entregar as coisas ou bens ao Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização.
não alterar a situação das referidas coisas ou bens, salvo se for necessário para colocá-los em segurança.
invocar em seu benefício as regras da lei nº 3.071, de 1 ° de janeiro de 1916 - Código Civil Brasileiro - que tratam da invenção e do tesouro.
comunicar imediatamente o achado ao Centro Nacional de Arqueologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (lphan).
César (2012), em seu artigo "A Proteção jurídica do Patrimônio Arqueológico Subaquático na costa brasileira", toma pra si o conceito de patrimônio arqueológico dado pela Carta de Lausanne para Proteção e a Gestão do Patrimônio Arqueológico, a conhecer: "a porção do patrimônio material para a qual os métodos da arqueologia fornecem os conhecimentos primários. Engloba todos os vestígios da existência humana e interessa todos os lugares onde há indícios de atividades humanas, não importando quais sejam elas; estruturas e vestígios abandonados de todo tipo, na superfície, no subsolo ou sob as águas, assim como o material a elas associados". Sendo assim é correto afirmar que o patrimônio arqueológico constitui um bem cultural e guarda em relação ao ordenamento jurídico importante grau de relevância, no sentido de sua garantia. Com base na obra de César (2012), assinale a opção que NÃO apresenta um traço marcadamente exposto no ordenamento jurídico, sinteticamente apresentado pelo autor.
Obrigatoriedade de implantação de programas de educação patrimonial.
Proibição de aproveitamento econômico de sítios arqueológicos antes de serem devidamente pesquisados.
Necessidade de permissão ou autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (lphan) para a realização de pesquisas e escavações arqueológicas.
Ausência de distinção entre bens arqueológicos emersos e submersos.
Sujeição à responsabilidade penal e administrativa para o causador do dano ao patrimônio arqueológico.
A obra "História do Pensamento Arqueológico", escrita por Bruce G. Trigger (2011), traz reflexões e exemplos de práticas arqueológicas nas suas variadas vertentes teóricas. Uma dessas correntes teóricas foi a denominada "Nova Arqueologia", que foi fortemente influenciada pelo corpo de conceitos desenvolvidos por Ludwig von Bertalanffy na década de 1940. O principal objetivo de Bertalanffy era identificar regras fundamentais que regem o comportamento de entidades distintas (Trigger, 2011). Assim, assinale a opção que nomeia a teoria acima descrita.
Classificação, seriação e processo de formação.
Teoria Geral da Dispersão Controlada.
Teoria Geral do Difusionismo.
Teoria Geral dos Sistemas.
Teoria dos Sistemas Caóticos e Fractários.