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A arqueologia brasileira e a etnologia construíram entre si um distanciamento muito nítido no decorrer do século XX. Atualmente, esforços de reaproximação têm sido empreendidos por arqueólogas(os) brasileiras(os).
Assinale a alternativa INCORRETA em relação a essa reaproximação.
A principal potência da reaproximação entre arqueologia e etnologia é a possibilidade de fazer analogias diretas entre os contextos arqueológicos indígenas e práticas específicas de comunidades indígenas contemporâneas, tais analogias atuando como chaves interpretativas dos contextos, das estruturas, dos artefatos e dos indicadores de comportamentos encontrados nos sítios arqueológicos.
Uma das possibilidades de convergência entre a arqueologia e a etnologia é o acionamento de conceitos e noções do chamado ‘pensamento ameríndio’ - tal como os encontramos na bibliografia etnológica - como recursos teóricos, para fomentar interpretações de contextos arqueológicos indígenas pré-coloniais.
A prática de arqueologias colaborativas, em que arqueólogas(os) e comunidades indígenas constroem um diálogo intencionalmente menos hierarquizado, tem possibilitado que se explore a aplicação de categorias de entendimento indígenas para a construção de interpretações de contextos arqueológicos.
Um dos modos de se conectar contextos arqueológicos indígenas e contextos indígenas conhecidos etnograficamente é lidar com elementos de compartilhamento amplo entre culturas indígenas contemporâneas, tais como princípios ontológicos, entendendo que esses elementos operam na longa duração. E seria, portanto, razoável estendê-los, ao menos para o último ou os últimos milênios de ocupações pré-coloniais, estabelecendo uma conexão histórica entre o presente etnográfico e o passado arqueológico.