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A respeito da iniciativa de estreitar as conexões entre a reserva técnica do Museu Paraense Emilio Goeldi e as comunidades tradicionais amazônicas, é CORRETO afirmar que
o acesso às coleções e o projeto de produção de réplicas foram inteiramente cooptados pelos agentes do turismo local e não produziram influências efetivas sobre as comunidades atuais produtoras de cerâmica.
a reserva teve pouca ressonância nas comunidades, dada a distância cultural e histórica entre o contexto contemporâneo e os contextos de produção dos itens do acervo.
a coleção de cerâmica marajoara arqueológica do Museu Goeldi não se tornou, com o acesso a ela pelas comunidades, uma referência significativa para diferentes coletivos de Marajó que atuam na educação ou no resgate da memória e tradições da ilha, embora haja uma importante produção artesanal atual que se identifica como marajoara.
foi possível perceber que a sólida tradição de curadoria e gestão dessa histórica instituição carece de ser repensada e transformada, para a ampliação de sua relevância cultural, social e política.