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Sobre os registros arqueológicos de grupos humanos no litoral do Paraná, é CORRETO afirmar:
O tipo de solo, a umidade e a pluviosidade do litoral paranaense não permitiram a preservação de material lítico, cerâmico e/ou fóssil que possibilitasse o estudo das populações humanas que podem ter ali habitado em tempos remotos.
O litoral do hoje estado do Paraná, assim como toda a região sul do Brasil, era um espaço geográfico caracterizado pelo “vazio demográfico” até as expedições de entradas e bandeiras durante os séculos XVII e XVIII, por isso, não há ocorrência de registros arqueológicos nessa região anteriores a esse período.
Devido à sua configuração geográfica e a abundância de recursos naturais, o litoral do Paraná foi habitado por diferentes grupos humanos desde tempos remotos. Os vestígios mais antigos da presença de grupos humanos na região são atribuídos aos denominados “sambaqueiros”, “construtores de sambaquis” ou “casqueiros”.
Devido à sua configuração geográfica e abundância de recursos naturais, esse ambiente litorâneo foi habitado por diferentes grupos humanos desde tempos remotos. Os primeiros a se estabelecerem foram os indígenas Kaingangs e Kaiowas, no século XVI.
As lendas sobre Sepé Tiajaru e do Cacique Guairacá fazem parte da tradição oral dos povos nativos do litoral paranaense desde o século XVI. A sua permanência em cânticos e produções literárias registra a manutenção da identidade dos povos originários da referida região.