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Jan Gehl, ferrenho crítico à ortodoxia do urbanismo modernista, especialmente no que diz respeito à falta da dimensão humanística que o projeto urbano deveria possuir, analisa em seu livro "A cidade para pessoas", publicado em 2010, os processos de planejamento urbano que deveriam nortear as cidades contemporâneas. Assinale a alternativa que expressa seu pensamento:
Para Gehl, uma cidade bem planejada deve ser pensada em três diferentes escalas: a grande (tratamento holístico da cidade abrangendo bairros, funções e instalações de tráfego); a média (planejamento dos bairros; organização dos edifícios e do espaço público); e a pequena (paisagem humana percebida por aqueles que caminham na cidade).
Gehl, apesar das críticas à urbanística modernista, aponta para a grande importância das avenidas expressas para carros como forma de interligar a cidade na sua macro escala.
As formas de segregação espacial presentes na cidade tradicional, segundo Gehl, são benéficas, pois estão de acordo com a setorização e uso de solo, permanecendo cada área com sua vocação própria. O que ele chama de "efeito Brasília".
Para Gehl, é importante que haja uma remodelação urbana, inclusive nos centros históricos da cidade, que não mais atendem as demandas sociais contemporâneas.