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Um projeto de acústica deve levar em consideração a interferência das superfícies que, nos espaços a serem edificados, podem favorecer ou prejudicar o efeito desejado, de acordo com o programa de necessidades estabelecido.
Sobre os efeitos provocados por superfícies côncavas e convexas em ambientes construídos, por exemplo, é correto afirmar que
uma superfície côncava geralmente não está suscetível ao efeito de eco, salvo quando a área de recepção sonora está distante da região de focalização dos raios sonoros.
para se certificar de que uma dada região côncava não provocará o efeito de eco, basta que fonte e receptor sonoros estejam fora do círculo imaginário formado pelo prolongamento da superfície côncava em questão.
para se alcançar o efeito acústico produzido no interior da Catedral Metropolitana de Brasília, as paredes internas convexas funcionam como espelhos acústicos difusores, permitindo a propagação do som apenas em pontos específicos do edifício.
superfícies côncavas sempre tendem a dispersar raios sonoros, enquanto as convexas estão propensas a concentrá-los.
considerando-se raios sonoros de mesma intensidade, a onda sonora refletida por uma superfície convexa é de maior intensidade do que aquela oriunda de uma superfície plana.