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As ilustrações a seguir exibem aspectos de uso e ocupação do solo urbano na cidade de M...

As ilustrações a seguir exibem aspectos de uso e ocupação do solo urbano na cidade de Marabá-PA, especificamente nas imediações do distrito da Nova Marabá, destacando a quadra principal do Campus I da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). Em termos paisagísticos e ambientais, podemos afirmar que o citado Campus I situa-se na microbacia hidrográfica urbana da Prainha do Rio Itacaiúnas, a 240 m da Rodovia Transamazônica e a 1 km do Rio Itacaiúnas, dentro da cidade de Marabá. Esta microbacia tem cotas altimétricas mais baixas nas proximidades do Rio Itacaiúnas (em torno de 85 metros acima do nível do mar) e mais altas nos sentidos opostos, como a Norte (110 metros), a Nordeste (105 metros) e a Noroeste (110 metros). A área desta microbacia pode ser dividida nas seguintes categorias:


Classe de uso da terra

Área em hectares

% de cobertura da microbacia

Vegetação densa

62,54

4,817265%

Vegetação esparsa

403,55

31,085980%

Solo exposto / área urbanizada

821,81

63,305638%

Água

10,27

0,791117%

Total BH PRAINHA RIO ITACAIÚNAS MRB

1.298,16

100,00%



Mapa 1 Microbacia hidrográfica urbana da Prainha do Rio Itacaiúnas, imediações do distrito da Nova Marabá, em Marabá-PA. Poligonal do Campus I da Unifesspa, logradouros, hidrografia, classes de cobertura e uso da terra. Fontes: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Censo demográfico 2022. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em: <

https://www.ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/informacoes-ambientais/31653-bacias-e-divisoes-hidrograficas-dobrasil.html> . Acesso em 01 fev. 2025; IBGE. Bacias e divisões hidrográficas do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2017. Disponível em: < https://www.ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/informacoes-ambientais/31653-bacias-e-divisoes-hidrograficas-dobrasil.html>. Acesso em: 01 fev. 2025; INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). TOPODATA. 05S495SN. Imagem digital [formato GEOTIFF] 5400 x 3600 p., banda 1, coord. -49,5 / -5,0 SIRGAS 2000 UTM 22N; Landsat 8 OLI-TIRS. Disponível em: < https://www.dsr.inpe.br/topodata/ >. Acesso em: 01 fev. 2025; Landsat 8 OLI-TIRS. Imagem digital [formato GEOTIFF] (bandas 4 e 5), 7621 x 7771 p., 629385.0000000000000000,-523785.000000000000000, WGS 84 / UTM zona 22N. Disponível em: . Acesso em: 01 fev. 2025.


Do ponto de vista paisagístico e do planejamento ambiental, podemos dizer que


A

a somatória de cerca de 35% de área verde na microbacia representa percentual expressivo em áreas urbanas, capaz de reter excesso de água de chuva, controlar a umidade do ar e prescindir, no quadro atual, de iniciativas de revegetação de sua superfície.


B

a microbacia possui 63% de área em solo exposto ou urbanizada, com 36% de área verde, representando alto percentual de artificialização e mineralização da paisagem, quando o correto seria haver mais de 50% de cobertura vegetal.


C

evidentemente predomina a cobertura de solo exposto e áreas urbanizadas, quando um plano de recuperação ambiental e paisagística da microbacia deveria prever a criação de um parque linear nas margens do Rio Itacaiúnas e telhado verde nas edificações.


D

a cobertura vegetal de 35% na microbacia é satisfatória, devendo ser acompanhada de implantação de parklets como espaços públicos com sombreamento, acrescidos de estações de carregamento USB de dispositivos por energia solar nas vias.


E

os cerca de 36% de áreas verdes esparsas ou densas poderiam ser razoáveis desde que houvesse adensamento das áreas verdes ainda esparsas e distribuição regular na microbacia, particularmente em áreas mais baixas próximas ao rio.