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O texto e a imagem a seguir são referências para as questões 37 e 38.
Museu da Cachaça / Jô Vasconcellos
O programa de necessidades executado e discutido em equipe foi totalmente atendido através de um consenso entre os profissionais envolvidos no projeto. Definiu-se por um percurso linear, contínuo e cheio de surpresas. Deverá apresentar variadas atmosferas, que serão dadas através de recursos espaciais, técnicos e museográficos, para criar um dinâmico processo de intercâmbio entre o sujeito e o objeto.
Usamos as linhas retas, as superfícies planas e blocos sólidos. Estes se tornam elementos expressivos e definidores da nova paisagem. A espacialidade é recriada e a percepção é variada pela busca dos espaços de transição, escalas diferenciadas, aberturas, frestas, volumes. Os espaços refletem as demandas museológicas, ora são amplos, ora pequenos, largos, estreitos, altos, baixos. A volumetria espelha exatamente estes requisitos, estabelecendo as conexões entre eles.
Os volumes são conformados por espessas paredes de alvenaria cerâmica e acabamento irregular e rugoso, como a arquitetura vernácula da região. A construção simples detém uma complexidade espacial. Seus volumes reagem à luz e ao calor. Com o propósito de minimizar a difusão do calor, as paredes são espessas e as lajes duplas, propiciando um colchão de ar, por onde também passam as demandas técnicas necessárias ao pleno funcionamento do museu, dentro das mais avançadas tecnologias.

Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/627504/museu-da-cachaca-jo-vasconcelos. Adaptado.
O processo de projeto é uma sequência não linear de experimentações, técnicas e explorações adotadas por arquitetos na criação dos espaços. Com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa correta.
Diferentemente da maior parte dos profissionais, Jô Vasconcelos adota, no Museu da Cachaça, um processo de projeto linear e contínuo para atender ao programa de necessidades desse espaço museológico.
Para poder experimentar a criação de espaços expressivos e complexos, a arquiteta emprega diferentes formatos, ângulos e direções na composição dos blocos do museu.
As possibilidades variadas de percurso dos usuários no interior dos espaços de exposição influenciaram a criação de um museu de volumetria complexa e cheia de surpresas.
O programa de necessidades de cada área de exposição condicionou as dimensões dos espaços criados, bem como das áreas de transição entre eles.
A arquitetura vernácula da região, adequada à luz e ao calor, foi o que influenciou a criação do museu de volumetria plana e blocos sólidos.