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Assinale a alternativa INCORRETA acerca das definições e práticas de paisagismo e arquitetura paisagística.
Se uma área contiver vegetação autóctone ou em regime de proteção, o projeto de paisagismo deverá contemplar a análise fisiográfica do terreno, bem como a delimitação de áreas a serem preservadas.

Para Burle Marx, o desenho de um jardim é, principalmente, uma reintegração estética dos elementos da paisagem envolvente.
Os primeiros jardins e parques públicos implantados no Rio de Janeiro foram criticados pela exploração predatória da paisagem e dos recursos naturais.
O paisagismo de François Glaziou tinha como premissa a valorização da paisagem tropical.
A grande inovação de Burle Marx em paisagismo foi utilizar plantas nativas, seguindo uma estética ligada ao Renascimento.
Burle Marx é considerado modernista devido ao constante uso de linhas retas em seus jardins.
No desenho de um bosque, podem ser empregados grupos homogêneos ou heterogêneos de árvores, os quais possuem vantagens e desvantagens. Avaliando as observações a seguir, podemos afirmar que todas as alternativas são desvantagens para os grupos homogêneos, EXCETO
vulnerabilidade a pragas ou doenças características das espécies.
em regiões quentes, conjuntos com espécies de folhagem decídua.
atração à fauna diversificada de pássaros, pequenos animais e borboletas.
aspecto da paisagem quando o conjunto possui espécies de magnífica floração.
O sistema de áreas verdes de todas as cidades brasileiras tem como função
atingir o índice recomendado pela ONU de 12 m2 por habitante.
qualificar os aspectos funcionais, ambientais e estéticos da paisagem urbana brasileira.
qualificar as cidades para estarem aptas a receber financiamento do BID – Banco Internacional de Desenvolvimento.
qualificar os aspectos ambientais de forma a receber o selo de certificação municipal do IBAMA.
qualificar as atividades de lazer e recreação de forma a atender os requisitos mínimos para a implantação do SUS – Sistema Único de Saúde – no município.
Quando se trata de espaços livres, os planos “paredes e tetos” são formados por elementos naturais, tais como as encostas dos morros, os arvoredos, os arbustos. Os planos horizontais, “pisos”, são constituídos por diferentes tipos de pavimentos, incluindo gramas, e até por superfícies de água e céu, formando horizontes.

Além da beleza, os Ipês Amarelos apresentam-se como boa alternativa para barreiras vegetais translúcidas e para sombreamentos leves em jardins, praças e demais espaços abertos.
A árvore é adaptada ao crescimento em ambientes abertos e expostos à luz direta, possui raiz de sustentação e absorção profunda, o que a recomenda para o plantio em calçadas.
A folhagem é bastante ornamental, destacando-se ao sol pelo tom verde brilhante e pela extensa copa, capaz de fornecer sombreado denso, o que indica seu uso também para estacionamentos.
O Ipê Amarelo é usado com frequência em paisagismo de parques e jardins, tanto pela beleza como pelo porte elegante, e para a arborização urbana, por apresentar raiz pivotante.
A espécie é caducifólia e a queda das folhas coincide com o período de floração, ampliando a beleza da árvore com a exposição exclusiva das flores, que atraem principalmente beija-flores.

Antes da elaboração do projeto de arborização, além da consulta aos órgãos competentes, é necessário levantar as características da via (local, expressa, secundária, principal), o recuo das edificações, as instalações, equipamentos e mobiliários urbanos aéreos. O plantio não oferece riscos às instalações e equipamentos subterrâneos (redes de infraestrutura), situados a uma maior profundidade.
As espécies adequadas para plantio no logradouro público devem estar adaptadas ao clima, ter porte adequado, forma e tamanho de copa compatíveis com o espaço disponível. Em volta das árvores adota-se área permeável − canteiro, faixa ou piso drenante − que permita a infiltração de água e a aeração do solo.
As espécies não devem conter princípios tóxicos perigosos, apresentar rusticidade, ter sistema radicular que não prejudique o calçamento e não ter espinhos. É bastante aconselhável evitar espécies que necessitem de poda frequente, assim como aquelas que tenham cerne frágil ou caule e ramos quebradiços ou que sejam suscetíveis ao ataque de agentes patogênicos.
Para o plantio de árvores em vias públicas, deve-se observar as larguras mínimas adequadas dos passeios, tanto nos locais onde não é obrigatório o recuo das edificações em relação ao alinhamento, como onde esse recuo for obrigatório. O posicionamento da árvore não dever obstruir a visão dos usuários em relação a placas de identificação e sinalizações preexistentes, para orientação ao trânsito.
Sob rede elétrica, é recomendável apenas o uso de árvores de pequeno porte. Na necessidade eventual do plantio de árvores de grande porte, orienta-se que a muda não seja plantada no alinhamento da rede, mantendo defasagem apropriada e que a copa das árvores seja conduzida precocemente, através do trato cultural adequado, acima dessa rede.
Em um projeto paisagístico, as plantas usadas podem ser adaptadas a pleno sol e adaptadas à sombra. São chamadas, respectivamente, de:
Heliófilas e sombrófilas.
Heliófilas e umbrófilas.
Xenófilas e umbrófilas.
Sombrófilas e xenófilas.
Umbrófilas e heliófilas.
Burle Marx, principal referência nos estudos de paisagismo no Brasil, entende o jardim como um projeto proposto com elementos naturais, referenciados nas “leis que orientam os problemas artísticos”. Segundo o paisagista, ao pensar na solução de um jardim, é necessário que o arquiteto considere os seguintes elementos artísticos:
contraste, textura, relação entre volumes, harmonia e oposição de cores
especificação botânica, insolação, uniformidade, textura, cores complementares
rugosidade, relação entre volumes, harmonia, especificação botânica, contraste
variação da altura das espécies, textura, insolação, cores complementares
insolação, harmonia, variação da altura das espécies, especificação botânica
Os caminhos e as escadas em jardins devem ser seguros e compor harmoniosamente com as plantações de arbustos e subarbustos. Os degraus não devem ter nenhuma inclinação para facilitar a circulação de pedestres.
Visto que a abordagem do design da paisagem é diferente do design da arquitetura, a paisagem não é um elemento a ser construído, como o são os edifícios e o ambiente urbano. Por isso, o paisagismo é uma disciplina independente.
Ao se fazer um projeto de paisagismo, é necessário desconsiderar a fisiologia da paisagem, para viabilizar as intervenções.
O desenho da figura mostra circulações de pedestres, cobertura de um edifício central rotacionado em relação às bordas do terreno, árvores e arbustos menores e árvores maiores preexistentes, na calçada.
Interferindo na paisagem, o projeto de paisagismo potencializa a ação da natureza e as condições criadas pelo ambiente modificado, tais como insolação excessiva, ventos fortes, enchentes, erosão e ruídos.
O projeto de paisagismo trata da ambientação do edifício no entorno, fazendo parte, portanto, do estudo preliminar.