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Françoise Choay (2006) destaca práticas realizadas pela indústria patrimonial em todo o mundo, destinadas a valorizar o monumento histórico e a transformá-lo em produto econômico.
NÃO pode ser considerado como um efeito nocivo desta prática:
As interfaces de informação presentes nos monumentos impedem a reintegração do edifício às malhas urbanas contemporâneas, limitando a dinâmica cultural.
A associação dos monumentos à venda de produtos de consumo em geral e sua conversão em espaço destinado à realização de eventos, convertendo o monumento a valor econômico.
A realização de obras que facilitam o acesso ao monumento, muitas vezes descaracterizam seu entorno e criam um fluxo de visitantes, não suportado pela estrutura do monumento.
As obras de adequação de edifícios antigos a novos usos, em muitos casos, são guiadas apenas pela preocupação estética e acabam por descaracterizar aspectos culturais e históricos do monumento.
A conservação de cidades e de conjuntos arquitetônicos antigos afeta as dinâmicas da composição do local, valorizando a região e afetando a população local, dificultando a permanência de antigos moradores.