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Diz Stela Barbieri, em Tempo de experiência, publicado em Horizontes culturais: lugares de aprender do Programa Cultura é Currículo:
Claude Lévi-Strauss comenta que o turista constitui sua identidade com as vivências que se acrescentam ao longo de sua trajetória, ao fim da qual ele mesmo será também o outro. Sendo assim, as experiências vividas na cidade são também experiências de deslocamento: Quanto mais se entender a cidade como integração de funções, de renda, de idade, mais vida ela terá. Precisamos usufruir das oportunidades que as cidades nos oferecem. Precisamos ser turistas em nossa cidade. A diferença entre a posição do morador de um lugar e a do turista é que o primeiro passa todos os dias pelos mesmos espaços e já não os percebe mais, e o segundo está desperto para tudo ao seu redor, atento e querendo conhecer.[...] Os lugares que freqüentamos em nosso cotidiano têm uma organização peculiar e podem nos proporcionar uma vivência estética: o supermercado, a feira, a padaria. Na periferia, esses lugares têm uma cara. No centro, têm outra. Em bairros marcados pela forte presença de uma etnia, as características são marcadas pelos costumes daquela comunidade.
Assinale a alternativa que NÃO está de acordo com o texto.
A cidade é um campo fértil para nosso olhar aprendiz.
O valor da experiência é que transforma e fica impregnada em nós pela vida afora.
A experiência estética nos ensina a ver a beleza onde realmente não há.
A trajetória e a experiência de vida precisam ser atualizadas por meio da presença em cada ato.
A cidade tem impregnada em suas ruas a sua história, a nossa história.