Imagem de fundo

Segundo Achille Mbembe (2018), o termo “raça” é algo...

Segundo Achille Mbembe (2018), o termo “raça” é algo extremamente perigoso e ultrapassado, pois, ao se aprofundar sobre esse conceito, é correto afirmar que:


A

o cidadão é redefinido como sujeito e beneficiário da vigilância, que é exercida prioritariamente pela transcrição das características biológicas, genéticas e comportamentais em impressões numéricas. Neste novo regime tecnotrônico, a fluidez na administração da violência de Estado, as impressões digitais, da íris, da retina, da voz e, até, da forma do rosto permitem medir e arquivar a unicidade dos indivíduos


B

no período da escalada colonial da Europa, percebe-se a uma biologização decisiva da raça no Ocidente com a ajuda do pensamento evolucionista darwinista e pós-darwinista. Estratégias democráticas foram disseminadas em vários países, generalizando-se a obsessão pela degeneração e pelo suicídio


C

a raça será um complexo perverso, gerador de medos e de tormentos, de problemas do pensamento e de terror, mas, sobretudo, de infinitos sofrimentos e, eventualmente, de catástrofes. Na sua dimensão fantasmagórica, é uma figura da nevrose fóbica, obsessiva e, porventura, histérica


D

a transformação do Brasil – de colônias periféricas do mundo ocidental a motores de expansão europeia para além do Atlântico – coincide com o afluxo de africanos à própria Península Ibérica e com a reconstrução dos principados ibéricos na Grande Peste (Black Death)