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Segundo Gombrich (2015, p. 449), “O período em redor de 1700 foi um dos maiores da arquitetura – e não só da arquitetura. Os palácios e igrejas não eram simplesmente projetados como edifícios; todas as artes tinham que contribuir para o efeito de um mundo fantástico e artificial. Cidades inteiras foram usadas como cenários teatrais, áreas de campo converteram-se em jardins, regatos tornaram-se cascatas. Os artistas receberam trânsito livre para planejar como mais lhes agradasse e para produzir em pedra e estuque dourado suas visões mais incríveis. Com frequência o dinheiro acabava antes de seus projetos se tornarem realidade, mas o que foi incluído desse surto de criação extravagante transformou a face de muitas cidades e paisagens da Europa católica”.
(GOMBRICH, E. H. A história da arte. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: LTC, 2015).
O texto refere-se a algumas características do período Barroco na Europa. Como se desenvolveu esse movimento no Brasil? Assinale a única alternativa incorreta:
A grande produção artística barroca no Brasil ocorreu nas cidades auríferas de Minas Gerais, no chamado século do ouro (século XVIII). Essas cidades eram ricas e possuíam uma intensa vida cultural e artística.
Um dos mais talentosos pintores barrocos no Brasil foi o mineiro Mestre Ataíde. Porém, por suas obras não terem nenhuma ligação com a Igreja, só foram reconhecidas em território brasileiro.
A madeira e a pedra-sabão eram os principais materiais usados pelos artistas barrocos do Brasil.
O principal representante do barroco mineiro foi o escultor e arquiteto Antônio Francisco de Lisboa, também conhecido como Aleijadinho.
Mesmo em seu período áureo, as igrejas barrocas nacionais, tal como as portuguesas, são marcadas por um contraste entre a relativa simplicidade de seus exteriores e as ricas decorações interiores, simbolizando dessa forma a virtude do recolhimento, requisito necessário à alma cristã.