Segundo Flávio Sampaio, em suas obras Ballet essencial (1999) e Balé passo a passo, história, técnica e terminologia (2013), o en dehors (rotação externa das pernas) é o princípio básico para as cinco posições dos pés, e fundamento para a construção da técnica e estética do balé clássico. Marque a alternativa que corresponde aos objetivos que levaram à inclusão e incorporação do elemento en dehors, na dança clássica.
Meramente de caráter técnico, o en dehors surgiu em decorrência dos estudos de anatomia realizados pelo rei Luiz XIV, grande apreciador e patrocinador da dança erudita.
O en dehors surgiu a partir da estrutura da primeira posição do balé, criado por Noverre. Nessa posição, os calcanhares ficam à mostra e apresentam a anatomia dos músculos internos das pernas, compondo uma estética mais elegante, com maior dificuldade técnica.
A posição en dehors, em que o bailarino e a bailarina adotam a rotação externa das coxas, surgiu logo após a incorporação das sapatilhas de ponta nos bailados românticos. Essa posição favorece a plateia a visualizar as evoluções técnicas dos membros inferiores e permite que as pernas fiquem mais longilíneas.
Surgiu pela necessidade de que os bailarinos estivessem sempre de frente para o público, mesmo quando se deslocam de um lado para o outro do palco, pois as regras de etiqueta da época impediam que os bailarinos virassem de costas ou ficassem de lado para os nobres da plateia. Essa rotação externa dos quadris, com os joelhos e as pontas dos pés virados para fora também promovia mais estabilidade.
Surgiu pela necessidade de que os bailarinos estivessem sempre de costas para o público, mas de frente para o rei, mesmo quando se deslocam de um lado para o outro do palco, pois as regras de etiqueta da época impediam que os bailarinos virassem de costas ou de lado para os nobres. Essa rotação externa dos pés, com os joelhos virados para frente, também promovia menos estabilidade para a amplitude de movimento.