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“Muitas pessoas gostam de ver em quadros o que também lhes agradaria ver na realidade". Isso é uma preferência muito natural. Gostamos de beleza na natureza e somos gratos aos artistas que a preservaram em suas obras. Rubens, o grande pintor flamengo, fez um desenho de seu filho pequeno. O grande pintor alemão Albrecht Dürer desenhou sua mãe.

Ambos certamente estavam orgulhosos das representações. Dürer certamente desenhou sua mãe com tanta devoção e amor quanto Rubens sentia por seu rechonchudo filho.
In: Gombrich, Ernst Hans (2000).
Ao relacionar as obras Gombrich (2000), defende que:
A propensão para admirar o bonito e o atraente foge da realidade. Cada país tem em seus artistas o desejo de expressar o que mais lhe agrada. Importante adquirir obras inestimáveis.
O atraente nos possibilita apreciar e escolher a obra para adquiri-la. O que mais atrai em uma obra é o que está definido como valor estimado.
A beleza não reside realmente naquilo que mais admiramos. Gostos e padrões do que é belo variam imensamente. Compreender as diferentes linguagens nos permite inclusive admirar obras cujas expressões são menos óbvias.
Sempre o bonito sobrepõe ao feio. Os olhos transmitem o que queremos conquistar para nossa vida. Para se adquirir uma obra importante analisar a obviedade.