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Conforme Santaella (2005): “Desde o nascimento do modernismo, os artistas demonstraram uma verdadeira fascinação pelas novas tecnologias. Gradualmente, as tecnologias foram tomando a linha de frente do experimentalismo nas artes até o ponto de muitos curadores terem abandonado as formas tradicionais de arte, pintura e escultura, por não as considerar contemporâneas. A fotografia, as imagens digitalizadas, os vídeos, os filmes e, principalmente, as várias formas de instalação e arte ambiental midiática passaram a ocupar um espaço legitimizado em museus e galerias”. (2005, p.13-14).
A partir do contexto apresentado, acerca das pesquisas experimentais contemporâneas, afirma-se quanto ao uso de novas tecnologias:
Configura-se o processo de autonegação, pelo qual o artista se abstém de seu processo criativo, e se utiliza das tecnologias para comunicar sua obra.
A performance, a instalação e o ready-made, que apareceram como propostas alternativas, são obsoletos para a arte contemporânea, por isso não possuem mais espaços em galerias e museus.
A pintura e a escultura, dantes consideradas formas clássicas de arte, deixaram de ocupar os espaços que sempre lhes pertenceram em museus e galerias, passando muitas obras apenas a serem expostas em salões e bienais.
Os salões de arte contemporânea, galerias e bienais ocupam-se, cada vez mais, de obras híbridas, que dialogam com as novas tecnologias.
As galerias e museus recebem um público cada vez menos interessado em formas tradicionais de arte, como pintura e escultura.