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Na região amazônica, dizem que, ao anoitecer, os botos transformam-se em jovens bonitos, altos, fortes, bons dançarinos e bebedores. Voluptuosos e sedutores, freqüentam bailes, namoram e enganam as moças que chegam às margens dos rios, engravidando-as. De madrugada, voltam para o rio, onde recuperam a forma animal. Esse mito do boto amazônico
é originário da cultura portuguesa, que, já no século XV, registrava lendas acerca da existência de golfinhos que se transformavam em homens bonitos e viris e seduziam as mulheres dos portos de Lisboa.
originou-se da tradição africana que influenciou a população amazônica a partir do século XVII e representava, no sentido masculino, o mito de Iemanjá, a rainha das águas.
foi criado e difundido pelos jesuítas portugueses, que, preocupados com o abuso sofrido pelas indígenas nos anos de colonização, difundiram a idéia de que os homens poderiam representar perigo para as mulheres.
é um desdobramento de lendas e crenças da cultura indígena brasileira na região amazônica, onde a presença das águas determina toda a vida da região, e está ligado à fecundidade.