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A exposição Brasilidade Pós-Modernismo, com curadoria de Tereza Arruda, passou pelas cidades de Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo em 2020 e 2021. A mostra faz um recorte na produção nacional desde os anos de 1960 até os dias de hoje. Acerca dos (as) artistas participantes, assinale a alternativa correta.
Daiara Tukano dedica-se a apreender as visões que alcança em sonhos e nos estudos que realiza em sua família, observando também as pinturas as quais se encontram nos objetos tradicionais de sua cultura, nas tramas das cestarias, nas cerâmicas, nos bancos, nas pinturas corporais, que fazem alusão à memória de uma mesma história da transformação, que é a história tukano da humanidade.
Francisco de Almeida criou diversas técnicas que possibilitam a execução de xilogravuras expandidas. Herdeiro do cordel, cria mundos vividos em seus sonhos. Sua obra está estruturada no âmbito do circuito da arte popular e a presença de sua obra na exposição Brasilidade Pós-Modernismo ficou destoada de Fala (2011), de Rejane Cantoni, na montagem em Brasília.
A obra de Emmanuel Nassar é proveniente do universo popular e amparada pelo formalismo erudito. Dessa primeira faceta, o artista extrai as cores, as formas, a espontaneidade e o improviso existentes no cotidiano das regiões mais desprovidas de tecnologia e recursos industriais. Da segunda, extrai o olhar agudo para composições mecânicas e funcionais, que passam a ser representadas não somente nas pinturas, mas também nos objetos e assemblages. Dado seu rigor técnico, o artista se aproxima da arte concreta e, visualmente, se afasta de “gambiarras” e do improviso.
Camila Soato enaltece cenas do cotidiano extraídas das novas mídias ou da realidade. A artista atenta às minúcias, alerta para os temas que norteiam a atualidade e traça um relato irônico, repleto de ousadia, focado nas mudanças sociais, questões de gênero, feminismo e estereótipos encravados no consciente coletivo. Suas obras reforçam a sensação de profundidade por meio da composição e do uso das cores com referência simbólica às emoções.
O trabalho de Paulo Nazareth é demarcado e propagado por suas andanças ao redor do mundo, em que questiona os limites da performance como linguagem artística. Seu trabalho se constitui pelos objetos que produz para os equipamentos e para as programações institucionalizadas do meio da arte.