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Ao aconselhar educadores musicais a respeito da aula de música na escola, Swanwick afirma que, embora o educador musical tenha de lidar com a diversidade de grande parte do repertório, ainda é possível identificar elementos comuns entre músicas, embora procedam de diferentes épocas e representem vários estilos. Assim, é possível explorar padrões de estrutura rítmica e melódica, usar escalas e modos diversos, explorar efeitos vocais tanto em solo quando em coro, exercitar frases com perguntas e respostas, praticar ritmos de dança, bordões, estruturas e timbres, outras escalas, como as ragas (escalas indianas) e as de tons inteiros, séries ou sequências de acordes de jazz, blues e outros estilos. Essas ações permitem ampliar o âmbito expressivo e conhecer melhor a mente de outras pessoas, ao entrar em seus procedimentos musicais (SWANWICK, 2003, p. 114).
O que essa série de sugestões provocará, se postas em prática no ambiente escolar?
Com esse conselho, o autor quer mostrar que, não obstante as diferenças, todas as músicas têm o mesmo princípio ordenador.
A aula de música deve explorar ao máximo repertórios diferentes, para enriquecer a capacidade do aluno.
Embora as ideias do autor sejam interessantes, só são possíveis de serem aplicadas em escolas que mantêm coros e orquestras, o que é distante da realidade brasileira.
Embora o material musical existente seja amplo e diversificado, é possível encontrar elementos comuns entre eles, o que permite identificar estruturas, ampliar o potencial expressivo e se abrir para a compreensão do outro.
A sugestão do autor não é apenas nas aulas de música, mas engloba também, sua aplicação em outros contextos, como a familiaridade com a música típica de outros países e com aulas de dança.