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Platão (428-347 a.C.) refere-se à dança integrada ao aprendizado da música e do canto, dizendo nas Leis que as artes corais são imprescindíveis ao homem educado. Enfatiza, porém, que há duas espécies de música e dança: uma nobre e uma ignóbil. A nobre imita o que é belo e correto, devendo assim ser ensinada às crianças, pois contribui para o equilíbrio da mente e o aprimoramento do espírito. Já a ignóbil, por imitar o que é feio e torpe, deve ser banida. Platão encarava a dança dionisíaca como incompatível com os cidadãos de Atenas. Semelhante restrição é feita às danças cômicas que deveriam ser apenas para escravos e estrangeiros. Sobre a dança na Grécia Antiga, é CORRETO afirmar que:
A dança sempre integrou rituais religiosos, mesmo antes de fazer parte das manifestações teatrais. Os cidadãos, que acreditavam no poder das danças mágicas, usavam máscaras e dançavam para seus inúmeros deuses.
A dança estava diretamente relacionada à sobrevivência, no sentido de que os homens, vivendo em tribos isoladas e se alimentando de caça e pesca e de vegetais e frutos colhidos da natureza, criavam rituais em forma de dança que impediriam eventos naturais de prejudicar essas atividades.
A dança, com os movimentos e as forças naturais, representa uma forma do homem se sintonizar com o ritmo da natureza, auxiliando-o na programação de suas ações.
Manifestações corporais foram proibidas, uma vez que a dança foi vinculada ao pecado. Os teatros foram fechados e eram usados apenas para manifestações e festas religiosas.