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Na chamada aberta do “Panorama da Arte Contemporânea 2022”, promovido pela Bienal de Curitiba, a obra “Pontos de uma Geografia Mítica” (2022), do artista Maddox, compôs a exposição. Nas palavras do artista: “Tratados como materialidades geossimbólicos, são ossos de animais abatidos na região da tríplice fronteira do Paraná (Brasil, Paraguai e Argentina), cravejados com espelhos; ficam em suspensão, como se levitassem. É uma instalação que busca evocar o espaço cosmológico no meio dos vivos, como encantados, entidades, como ladainhas de uma velha benzedeira. Os ossos em suspensão remetem à materialização espiritual evocados por pontos (músicas) nas religiões de matriz africana”.
Maddox, Pontos de uma Geografia Mítica, Instalação, 2022. Imagem: @bienaldecuritiba.
Partindo do texto do artista e da materialidade em si, é correto afirmar que a obra
explora a conexão entre os elementos naturais e o espaço espiritual, criando uma ponte simbólica entre os ossos de animais e as crenças de matriz africana, a partir da instalação e colagem em mosaico nos ossos, com espelhos e luzes.
utiliza ossos de animais e espelhos para criar uma apresentação artística que questiona as fronteiras geográficas e destaca a tríplice fronteira do Paraná. É uma instalação de Arte que explora o espaço ajustado do museu.
reflete sobre a violência na tríplice fronteira do Paraná, utilizando ossos de animais como símbolo de resistência e transformação artística, por meio da instalação e performance dos movimentos dos ossos no espaço de arte.
aborda temas cosmológicos por meio da suspensão de ossos de animais cravejados com espelhos, evocando uma atmosfera mítica e espiritual na qual a instalação opera como autêntica, permitindo a espacialização.
representa uma crítica às práticas religiosas de matriz africana, utilizando os ossos de animais como uma metáfora para questionar a espiritualidade tradicional e a instalação como linguagem que desfruta dessa ideia de instalar a arte como questionadora e crítica.