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“(...) Uma visão crítica mas compreensiva dos diferentes caminhos da arte contemporânea permite apreciar seus vasos comunicantes e sua riqueza polifônica. A importância adquirida na formação do gosto, pelos novos meios de comunicação, a irrupção de produtos da cultura popular, junto com as classes que lhe dão origem, obrigam a ampliar o campo da arte não só a novos objetos e mensagens, mas a todas as atividades nas quais se realizam a produção, a circulação e o consumo do gosto, da fruição sensível e de sua elaboração imaginária”.
CANCLINI, Nestor Garcia. A socialização da arte: teoria e prática na América Latina (São Paulo: Cultrix, 1984) citado por MARTINS, Miriam Celeste; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, M. Terezinha. Didática do Ensino da Arte – A Língua do Mundo. Poetizar, fruir e conhecer arte (São Paulo: FTD, 1998).
Nessa perspectiva, segundo as autoras, a respeito do ensino e do estudo da arte, é INCORRETO dizer que:
Abrange, hoje, a análise das obras de arte tanto quanto a das transformações de seu sentido.
Abrange as artes tradicionalmente conhecidas como tais e ignora atividades não consagradas pelo sistema de belas-artes.
Ao abranger expressões visuais e musicais nas manifestações políticas, ou aspectos da vida cotidiana, o estudo da arte faz com que ela deixe de ser concebida apenas como um campo diferenciado da atividade social e passe a ser também um modo de praticar a cultura.
A arte abrange todas aquelas atividades ou aqueles aspectos de atividades de uma cultura em que se trabalha o sensível e o imaginário.
Permite que se alcance o prazer e que se desenvolva a identidade simbólica de um povo ou uma classe social, em função de uma práxis transformadora.