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Na contemporaneidade, a presença da inteligência artificial (IA) no campo das artes visuais tem provocado intensos debates. Além de gerar obras por meio de algoritmos e redes neurais, a IA começa a ser utilizada em processos curatoriais, como seleção de obras, organização de acervos e até recomendações personalizadas de exposições. Esse cenário traz questionamentos sobre autoria, critérios de legitimação e o papel crítico do curador humano. Diante desse contexto, um dos desafios atuais da curadoria, é
devolver à ação curatorial a neutralidade técnica, utilizando algoritmos como os principais parâmetros de seleção.
articular o discurso expositivo de forma crítica, incorporando tecnologias como a IA, sem perder de vista as dimensões sociais, políticas e culturais da arte.
liberar a participação de artistas e educadores no processo curatorial, priorizando decisões algorítmicas.
restringir o acesso do público a especialistas, concentrando a fruição artística às elites culturais.
adotar apenas modelos expositivos tradicionais, ignorando inovações tecnológicas no campo da arte.