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A convivência em espaços terapêuticos, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), é compreendida pela Política Nacional de Saúde Mental como parte essencial do processo de cuidado. Nesses espaços, o cotidiano compartilhado é considerado dispositivo clínico, favorecendo a autonomia, a cidadania e a reconstrução dos laços sociais.
Considerando essa concepção ampliada de cuidado, é correto afirmar que:
A convivência e o acolhimento nos espaços terapêuticos constituem práticas centrais do cuidado em saúde mental, pois possibilitam a criação de vínculos, o reconhecimento da singularidade do usuário e a construção compartilhada de estratégias de enfrentamento e pertencimento social.
O acolhimento refere-se à recepção inicial e ao registro burocrático dos usuários, garantindo a triagem eficiente para o atendimento especializado.
A convivência em espaços terapêuticos deve ser controlada para evitar excessiva proximidade entre usuários e equipe, o que pode comprometer a objetividade das intervenções.
A constituição de vínculos afetivos entre profissionais e usuários deve ser cuidadosamente controlada e analisada, de modo a assegurar a manutenção da neutralidade técnica, da objetividade nas intervenções e da hierarquia profissional necessária ao exercício adequado das funções terapêuticas.
A convivência entre os usuários é relevante apenas como estratégia recreativa, sem função terapêutica significativa no processo de cuidado psicossocial.


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