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Sebastião Salgado (1944–2025) foi um dos mais importantes fotógrafos documentais contemporâneos, reconhecido internacionalmente por sua obra voltada para temas como trabalho, migração, desigualdade social e meio ambiente. Sua fotografia, marcada pelo uso expressivo do preto e branco, constrói narrativas visuais que extrapolam o registro factual, mobilizando símbolos, gestos e cenas que dialogam com o imaginário coletivo e com formas culturais profundas de interpretação da realidade. Estudos culturais apontam que superstições — como bater na madeira ou temer certos sinais — não são meras crenças irracionais, mas práticas simbólicas que emergem do medo e da incerteza e da tentativa humana de atribuir sentido ao mundo, especialmente em contextos de vulnerabilidade e risco.
Considerando essa perspectiva e a obra fotográfica de Sebastião Salgado, assinale a alternativa que melhor estabelece uma relação crítica entre fotografia documental, imaginário social e construção simbólica.
A fotografia documental, por seu compromisso com a realidade, não estabelece relações com mitos, crenças ou construções simbólicas, restringindo-se ao campo da informação visual.
A obra de Sebastião Salgado pode ser compreendida como uma linguagem que dialoga com o imaginário coletivo, mobilizando imagens que evocam medo, esperança, sacrifício e resistência, revelando as origens sociais e culturais de crenças e rituais simbólicos sem recorrer diretamente à superstição.
A força estética da obra de Sebastião reside na substituição da análise social por imagens que transformam sujeitos históricos em figuras míticas, reforçando superstições e crenças populares.
A fotografia de Sebastião Salgado se caracteriza por eliminar qualquer dimensão simbólica ou imaginária, buscando uma representação objetiva e científica da realidade social.