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Um professor propõe à turma a análise comparada de artefatos gráficos e arquitetônicos produzidos na transição do século XIX para o XX, incluindo cartazes impressos, grades ornamentais, mobiliário urbano e fachadas. A descrição desses objetos evidencia:
— predominância de linhas curvas contínuas, com encadeamento rítmico entre forma e superfície;
— fusão entre elementos gráficos, decorativos e construtivos, sem hierarquização rígida entre eles;
— valorização do projeto como unidade formal, em que tipografia, ornamento e função participam de um mesmo sistema;
— recusa explícita da separação entre práticas artísticas eruditas e utilitárias.
Com base nessas características, e tendo em vista os debates estéticos e projetuais do período, infere-se que o princípio organizador subjacente a esse conjunto de produções é:
a revalorização de modelos históricos como matriz normativa, orientando o projeto pela citação e pela recuperação estilística sistemática.
a concepção de totalidade projetual, na qual a forma resulta da articulação integrada entre função, ornamentação e linguagem visual.
a afirmação do desenho acadêmico como fundamento universal da forma, subordinando ornamento e tipografia a cânones clássicos de proporção.
a adoção de procedimentos baseados na repetição seriada e na circulação massiva de imagens como crítica à cultura erudita.