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No contexto do ensino de dança nas escolas brasileiras, a diferenciação entre repertório e linguagem constitui discussão fundamental para compreensão dos processos pedagógicos. O repertório refere-se às coreografias estabelecidas, enquanto a linguagem abrange os elementos constitutivos do movimento. Considerando essa distinção conceitual, o ensino de dança centrado na linguagem caracteriza-se por:
Possibilitar que estudantes compreendam os signos corporais como corpo, espaço, peso, tempo e fluência, articulando-os conscientemente em processos de criação, improvisação e composição coreográfica, tornando-se autores de suas próprias danças ao dominarem os elementos que constituem a linguagem do movimento.
Valorizar a expressão emocional e a comunicação não verbal como dimensões centrais do movimento, estimulando estudantes a dançarem livremente segundo suas intuições, sem necessidade de sistematização técnica ou conceitual que possa limitar a espontaneidade criativa.
Priorizar o desenvolvimento de capacidades físicas como força, velocidade, flexibilidade e resistência por meio de treinamentos sistemáticos, preparando os corpos dos estudantes para executarem movimentos complexos com precisão técnica e eficiência biomecânica.
Focar na contextualização histórica das manifestações de dança como principal estratégia pedagógica, aprofundando conhecimentos sobre períodos, estilos e coreógrafos por meio de pesquisas teóricas, enquanto a vivência corporal assume papel complementar no processo formativo.
Enfatizar a memorização e reprodução de sequências coreográficas historicamente consolidadas, garantindo que estudantes dominem vocabulários gestuais específicos de cada estilo antes de desenvolverem processos criativos, preservando as tradições técnicas estabelecidas por mestres e coreógrafos reconhecidos.