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A produção artística desenvolvida nos Países Baixos ao longo do século XVII apresenta características que a distinguem tanto do Barroco italiano quanto do espanhol.
Considerando as relações entre arte, sociedade, religião e mercado nesse contexto, assinale a alternativa que interpreta corretamente o significado histórico e cultural da arte neerlandesa desse período.
A predominância de cenas do cotidiano, paisagens e naturezas-mortas resulta da ausência de encomendas estatais centralizadas e da consolidação de um mercado artístico voltado à burguesia urbana.
O desenvolvimento da arte nos Países Baixos manteve-se fortemente subordinado aos modelos iconográficos da Igreja Católica, ainda que adaptados a uma linguagem visual mais austera e menos teatral.
A especialização dos artistas em gêneros específicos reflete a rigidez das academias de arte, responsáveis por impor hierarquias temáticas semelhantes às vigentes na França do século XVII.
O realismo minucioso e a valorização da luz têm como principal objetivo reforçar a teatralidade barroca e a exaltação do poder político central, em consonância com os Estados absolutistas europeus.
A ampla circulação de obras religiosas monumentais indica que a arte neerlandesa do período permaneceu essencialmente vinculada à função devocional e à propaganda confessional.


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