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No século XIX, a música praticada no Brasil passou por profundas transformações relacionadas às mudanças políticas, urbanas e culturais do Império.
Considerando os circuitos de produção, circulação e consumo musical desse período, assinale a alternativa que interpreta corretamente o papel desempenhado por gêneros, instituições e práticas musicais na constituição da vida musical urbana brasileira oitocentista.
A consolidação da música brasileira no século XIX ocorreu principalmente pela institucionalização de um repertório nacional homogêneo, definido pelo Estado imperial, que restringiu a circulação de gêneros híbridos e privilegiou exclusivamente a música sacra e sinfônica.
A música urbana do século XIX caracterizou-se pela separação rígida entre práticas eruditas e populares, sendo a modinha e o lundu expressões restritas a grupos subalternos, sem trânsito pelos salões, teatros ou circuitos editoriais.
O teatro musical, as bandas e a imprensa de partituras contribuíram para a formação de uma gramática musical urbana híbrida, na qual danças europeias, práticas afro-atlânticas e gêneros de canção se reconfiguraram em novos modos de performance e circulação.
A emergência de práticas instrumentais como o choro no final do século XIX representou uma ruptura com as formas musicais anteriores, abandonando as danças europeias e instaurando um sistema musical autônomo e desvinculado do mercado urbano.
A música brasileira do século XIX pode ser compreendida como resultado direto da resistência cultural às influências europeias, preservando formas musicais de origem africana em estado puro, sem processos de apropriação ou reelaboração.


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