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Durante o governo Médici (1969-1974), o período mais repressivo da ditadura militar brasileira, a censura prévia impedia a livre circulação de ideias oposicionistas.
Nesse contexto, Cildo Meireles criou o Projeto Coca-Cola, inserindo, nas garrafas, frases, como "Yankees Go Home" e instruções para a fabricação de coquetéis molotov.
Sobre a relação entre essa obra e o contexto da Ditadura Militar, é CORRETO afirmar que:
A obra buscava o apoio logístico do governo para exportar a arte brasileira, utilizando a multinacional Coca-Cola como embaixadora da cultura nacional no exterior.
A intervenção funcionava como um sistema de guerrilha cultural, que explorava a capilaridade da cultura de massa para burlar a vigilância estatal e atingir a população de forma anônima e descentralizada.
O projeto utilizava a "estética do silêncio”, evitando mensagens escritas para não sofrer represálias judiciais por parte dos órgãos de censura da época evitando se inserir no conflito social.
O artista visava denunciar a Coca-Cola como uma empresa financiadora da luta armada no Brasil, expondo os vínculos entre corporações estrangeiras e grupos revolucionários.
A proposta era criar um monumento estático à resistência, incentivando os cidadãos a retirarem as garrafas de circulação para guardá-las como relíquias da luta democrática.


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