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O IPHAN atua como a sentinela da alma brasileira...

O IPHAN atua como a sentinela da alma brasileira, salvaguardando o rastro das artes visuais e a identidade que se revela através do tombamento e do registro e preservação dos nossos bens e valores. Ao zelar pela integridade estética e histórica, o órgão eleva o legado artístico a um estandarte de soberania cultural, educando e sensibilizando o olhar e a percepção das futuras gerações quanto a sua importância. Entretanto, esse zelo enfrenta o peso de uma burocracia que, por vezes, silencia o diálogo com quem realmente habita e vive a história, tornando a manutenção um desafio diante do avanço feroz da cultura de massa mundialmente. Entre o rigor da norma e o brilho e simplicidade da vida comum, a preservação resiste para que o tempo não apague a cor, as texturas e os contornos do ontem e de hoje, ou seja, de nossa memória.


Tendo em vista a necessidade de melhorar a preservação dos patrimônios artísticos em locais, como Oeiras, Serra da Capivara e o Centro de Teresina, que são parte do cotidiano da comunidade escolar do IFPI. Uma forma de melhorar este processo consistem em:


A

Implementar políticas de descentralização administrativa e governança participativa, articulando incentivos fiscais para mitigar o custo de conservação e fomentando a educação patrimonial, como no caso da restauração dos Painéis de Azulejos de Athos Bulcão em Brasília, como estratégia de resistência à descaracterização identitária.


B

Substituir a lógica da conservação material pela digitalização integral dos acervos, aexemplo dos Afrescos de Portinari no Palácio Capanema, flexibilizando a demolição de suportes históricos em prol da verticalização urbana, desde que mantida a memória documental em bases de dados governamentais.


C

Promover a higienização social em áreas de preservação histórica, removendo comunidades residentes para assegurar a imutabilidade do patrimônio construído e das artes integradas como as Esculturas dos Profetas de Aleijadinho em Congonhas e a redução dos danos causados pelo uso cotidiano.


D

Adotar critérios puramente mercadológicos na seleção de bens para tombamento, condicionando a proteção estatal de obras, como as Pinturas Rupestres da Serra da Capivara, à sua capacidade de autofinanciamento e à sua viabilidade como ativo turístico no mercado global.


E

Priorizar o valor de antiguidade em detrimento do valor de uso, enrijecendo os protocolos de intervenção estética em bens, como o Acervo de Imaginária Sacra mineiro, para evitar qualquer hibridsmo cultural decorrente da interação com a cultura de massa contemporânea.