Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), a
linguagem da dança tem como desafio trabalhar com os
temas transversais e ao mesmo tempo dialogar com os
seus conteúdos específicos. Nesse sentido, pode-se vislumbrar
uma aproximação da dança com as questões sobre
pluralidade cultural. Isabel Marques (2007, p. 42) diz
que “O trabalho educativo, portanto, poderá pautar-se na
apreciação das diferenças: o que um corpo maduro pode
fazer que um corpo jovem não consegue e vice-versa?
Que diferenças e significados isso apresenta na interpretação
e criação de danças? Até que ponto essas relações
presentes na dança têm ligação ou são expressão de nossas
vivências sociais?”. Nesta direção, a autora ressalta
que o trabalho com dança, na perspectiva da diversidade
e da inclusão, deve enfatizar aspectos, como:
A
linearidade, companheirismo, homogeneidade, cooperação
e a assimilação de técnicas de dança diversificadas.
B
autonomia, cooperação, inter-relação, valorização do
indivíduo e do grupo e entendimento de que diferentes
corpos criam também diferentes danças.
C
socialização, amizade, convivência com os corpos diferentes
e reprodução de coreografias para apresentações
artísticas.
D
crença de que os corpos diferentes são iguais e de
que explorar a mesma técnica de dança é interessante,
pois os corpos criarão danças semelhantes.