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O Teatro de Revista incorporou o samba em seu repertório e o samba cantou sua repercussão nos costumes, como na letra da música Menina Fricote (1940), de Marília e Henrique Batista.
Não sei que doença deu na Risoleta
Que agora só gosta de ouvir opereta
Cheia de prosa, cheia de orgulho
Cheia de chiquê
E faz fricote como o quê
Não canta mais samba
Só quer imitar Lucienne Boyer
Parle moi d'amour
Só quer l'argent, l'argent toujours
Ela não sabe nem ler
E já quer gastar o francês
E diz que despreza
Quem só fala português
Ela diz pra mim
Que quando está gripada
Não faz atchim não
Porque não fica bem
Em vez de atchim, ela faz acthem
Diz que o au-au é le chien
Não sai dos cassinos
Perdendo dinheiro, perdendo l'argent
Se acaso me encontra
Me pede emprestado
Diz que é minha fã
Mas eu lhe digo até amanhã
Mas eu já lhe disse
Nerusca, menina
Não venha pra aqui
A me chamar de très jolie
Eu não sou mon chéri
E língua estrangeira
Eu nunca entendi
Larga essa papa de oui.
A partir do texto, analise as afirmativas a seguir sobre o Teatro de Revista, na primeira metade do século XX, no Brasil.
I. O ar crítico ligeiro, presente no samba, também caracterizou o gênero Revista, que alternava quadros cômicos e crítica política em seus números musicais.
II. A música parodia a influência francesa nos costumes, também presente na Revista, que incorporou aos espetáculos o luxo e o erotismo de companhias como a Ba-ta-clan.
III. O aspecto feérico da Revista levou o gênero ao show, tendência que aumentou na década de 1930, com os espetáculos internacionais nos cassinos, como referido na música.
Está correto o que se afirma em