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— Eu chorei depois, quando entrei no camarim e me olhei no...

— Eu chorei depois, quando entrei no camarim e me olhei no espelho. Fiquei assustada.

— Por que assustada?

— Eu olhei no espelho e vi uma mulher. Foi a primeira vez em muitos anos que isso acontece. Antes, quando eu olhava no espelho eu via uma empregada doméstica. Desta vez não. Eu sou uma mulher.

Ela era aquele corpo, aquele pensamento, aquelas emoções. O teatro deu a ela o poder extraordinário de entrar em cena, também na vida, não para se exibir, mas para dizer o que pensava e gostar do corpo que tem.

DESGRANGES, Flávio. A pedagogia do teatro: provocações e dialogismo. São Paulo: Edições Mandacaru, 2006. p. 69.


Sendo esse diálogo um relato resultado de práticas com o teatro, pode-se afirmar que ele se deu a partir da experiência com o


A

Teatro Didático, prática cênica amplamente difundida por Bertolt Brecht, que transformou a condição do espectador.


B

Teatro Improvisacional, prática cênica amplamente difundida por Viola Spolin, que trabalha jogos teatrais com atores e não atores.


C

Jogo Dramático, prática cênica amplamente difundida por Jean-Pierre Ryngaert, que trabalha atividades teatrais em contextos educacionais.


D

Teatro do Oprimido, prática cênica concebida por Augusto Boal, que conduz o espectador a se tornar protagonista da ação dramática.