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No ano de 2017 e início de 2018 , as expressões - #me too e #não é não - se tornaram formas simbólicas do protesto e se multiplicaram nas redes sociais e nas reportagens de jornais e televisão , internacionais e nacionais. O assédio sexual de mulheres não é uma novidade histórica; o que surpreendeu foi a atual reação das mulheres que evidencia a intenção coletiva de revelar os sentimentos de constrangimento , de opressão , de medo e de vergonha que sentem quando sofrem um assédio sexual.
A intensificação reativa das mulheres de se manifestarem e contarem que sofreram assédio sexual no trabalho e/ou nos espaços públicos subentende o objetivo de:
aderir ao movimento criado pelas atrizes do cinema americano que expuseram os assediadores da indústria do entretenimento na internet para o mundo ter ciência do fato
reagir procurando constranger os assediadores , agindo de modo similar à conduta deles, pois são constrangidas e discriminada por eles
realizar uma campanha educativa informal voltada para os assediadores, levando em conta que eles, em sua maioria, são sujeitos com baixo nível de escolaridade
denunciar o assédio sexual como violência e debater os valores culturais que favorecem sua prática, ao ser considerado uma conduta moral não questionada em sociedades que cultuam o patriarcado como estrutura de poder econômico e social