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“Quando o Brasil foi dividido em capitanias, a capitania do Rio Grande (depois Rio Grande do Norte) coube ao historiador João de Barros, alto funcionário do governo português, e a Aires da Cunha, fidalgo que destacou-se lutando contra piratas e corsários. João de Barros, pela proximidade que tinha com o trono, era um ‘candidato natural para o recebimento de um lote no Brasil’, mas ele não recebeu uma, mas ‘duas donatárias – embora ambas não lhe tenham sido concedidas para usufruto exclusivo e, sim, em parceria com o navegador Aires da Cunha’.”
(BUENO, 1999, p. 168. Disponível em: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfIGgAG/historia-rio-grande-norte.)
Sobre o sistema de capitanias hereditárias no Brasil, no qual a Capitania do Rio Grande (depois Rio Grande do Norte) estava inserido, é correto afirmar que:
Os donatários estavam proibidos de doar sesmarias a colonos, cobrar impostos, ou mesmo exercer a justiça.
A Capitania do Rio Grande juntamente com a de Pernambuco e de São Vicente foram as únicas que realmente deram certo.
Cabia aos donatários fundar vilas e defender os colonos contra os ataques de índios e estrangeiros, entre outras funções.
Todos os donatários obtiveram sucesso, embora tivessem que pagar um rico percentual das fortunas adquiridas no reino à Coroa.