Imagem de fundo

"Rebentou, então, por culpa dos portugueses, uma revolta...

"Rebentou, então, por culpa dos portugueses, uma revolta dos índios, que anteriormente se mostravam pacíficos, e o chefe da terra pediu-nos pelo amor de Deus, que fôssemos às pressas auxiliar o lugar... do qual os indígenas queriam se apoderar. [...] O número dos defensores montava, incluindo-nos, cerca de 90 cristãos. Acrescente-se a esse número 30 negros e escravos brasileiros, a saber, selvagens que pertenciam a colonos."


(SATDEN, Hans. Duas viagens ao Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974. p. 46.)


Sobre a relação estabelecida entre os chamados índios pernambucanos e os colonizadores portugueses, é CORRETO afirmar que


A

as constantes solicitações feitas por Duarte Coelho à coroa portuguesa, no sentido de permitir que ele pudesse importar para a Capitania negros escravizados da Guiné, faziam sentido em face ao pendor natural à preguiça, apresentado pelos índios.


B

ao contrário do que ocorria na maior parte do território da América Portuguesa, não existia, nas terras da Capitania de Pernambuco, diversidade de povos indígenas. Pelo contrário, a dispersão dos caetés por todo o território pernambucano foi um dos fatores para sua rápida conquista e colonização.


C

na capitania de Pernambuco, os ataques indígenas foram constantes às vilas e plantações de açúcar. Apesar de as tropas coloniais repelirem as investidas, esses ataques não eram cessados. Esse foi um dos motivos que levaram a Coroa portuguesa a enviar ao Brasil levas de missionários, para que pudessem atuar entre os índios e ajudar na sua "domesticação".


D

os inúmeros contatos que os europeus-cristãos estabeleceram com os povos indígenas, a partir de um determinado momento da colonização, foram mediados por uma lógica colonizadora de opressão, imposição, negação, impostas pela superioridade dos colonos Portugueses. Essa era tamanha, que não permitiu o desenvolvimento de qualquer forma de resistência indígena.


E

a história das relações sociais entre os missionários franciscanos e indígenas na Capitania de Pernambuco revela a existência de inúmeros contatos ao longo do período colonial. Mais preocupados com a catequese dos povos indígenas, não exerceram nenhuma influência na política indigenista adotada pela metrópole.