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Onze meses depois de o presidente Nicolás Maduro ordenar o fechamento unilateral e por tempo indefinido da fronteira entre a Venezuela e a Colômbia, milhares de venezuelanos a atravessaram neste domingo, com o consentimento das autoridades de Caracas, em busca de comida e medicamentos. Embora o fechamento da passagem fronteiriça tenha ocorrido em agosto de 2015 para evitar a fuga para a Colômbia de produtos subsidiados de consumo básico, agora, quase um ano depois, trata-se de que os consumidores venezuelanos tenham acesso a esses bens.
(http://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/10/internacional/1468158142_09
5096.html)
Sobre a situação da Venezuela, considere as afirmativas a seguir e assinale a incorreta.
O presidente Nicolás Maduro ordenou o fechamento da fronteira no ano passado, após um ataque de supostos paramilitares colombianos contra uma patrulha militar venezuelana, com um saldo de três militares e um civil venezuelanos feridos.
O fechamento é justificado pelo governo como uma campanha para “refundar a fronteira” e combater os flagelos do chamado “contrabando de extração” e do crime organizado. A oposição, porém, denuncia que o fechamento da fronteira agravou a escassez de alimentos e remédios na zona.
Na época teve início uma onda de deportações sumárias de cidadãos colombianos que estavam na Venezuela, o que precipitou uma crise diplomática entre ambos os países.
O governo brasileiro manobra para tentar convencer a Venezuela a aceitar o envio de remédios e insumos médicos. A ajuda poderia ser encaminhada em forma de kits que incluiriam remédios e material, como luvas cirúrgicas. Mas, além do Brasil, nenhum outro país da América Latina oferece ajuda ou busca diálogo com a Venezuela.
Caracas nega haver crise humanitária no país e considera ofertas de ajuda uma armadilha destinada a criar condições para uma intervenção estrangeira. O governo venezuelano só aceitaria ajuda externa sob forma financeira, como linhas de crédito para importação.