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As informações contidas no texto permitem concluir que é...

A instabilidade vivida pela Bolívia, com a posse de um terceiro presidente em 18 meses, não tem data para ser equacionada. É ledo engano imaginar que a convocação de eleições gerais para o Legislativo e o Executivo, em todos os níveis, resolva os seculares impasses da representação política naquele país. Basta lembrar que 60% da população são de origem indígena, mas detêm apenas 24% da representação política.

Não há qualquer liderança unificadora das reivindicações dessa maioria. Apenas o exacerbado nacionalismo, usado como única forma de proteção da maior riqueza boliviana — o gás natural —, é o mote político possível para congregar universo tão difuso e desagregado. Nesse quadro, portanto, é difícil prever qualquer estabilização duradoura.

A crise boliviana é um típico problema regional da América Latina, que, desde o final dos anos 80 do século XX, apostou em um projeto de integração de matriz energética. O Brasil recebe 24 milhões de metros cúbicos de gás boliviano, sendo que seu consumo diário é de 39 milhões de metros cúbicos. A Argentina (que importa da Bolívia 16 milhões de metros cúbicos/dia) e o Chile têm dependência ainda maior do gás boliviano que o Brasil. As alternativas brasileiras podem demorar, como é o caso do gás da bacia de Santos, previsto, na melhor das hipóteses, para ser fornecido a partir de 2008. O acesso ao gás peruano é hipótese ainda remota e prevista para 2007.


Gazeta Mercantil, 5/6/2005, p. 2 (com adaptações).


Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens que seguem, também considerando aspectos do cenário político-econômico latino-americano.

As informações contidas no texto permitem concluir que é dramática a situação do Brasil em relação ao gás boliviano, de que tanto depende. Mesmo que se raciocine a médio ou longo prazo, o país não vislumbra a possibilidade de se livrar dessa dependência.


C
Certo

E
Errado