

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Texto III, para responder às questões 22 e 23.
Nada como a instrução
“Rico estuda cinco anos mais.”
In: Cotidiano, 17/7/1998.
O senhor não me arranja um trocado? Perguntou o esfarrapado garoto com um olhar súplice. Outro daria o dinheiro ou seguiria adiante. Não ele. Não perderia aquela oportunidade de ensinar a um indigente uma lição preciosa:
— Não, jovem — respondeu —, não vou lhe dar dinheiro. Vou dar uma coisa melhor do que o dinheiro. Vou lhe transmitir um ensinamento. Olhe para você, olhe para mim. Você é pobre, você anda descalço, você decerto não tem o que comer. Eu estou bem vestido, moro bem, como bem. Você deve estar achando que isso é obra do destino. Pois não é. Sabe qual é a diferença entre nós, filho? O estudo. As estatísticas estão aí: pobre estuda cinco anos menos do que o rico.
Moacyr Scliar. O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001, p. 25.
Média de anos de estudo das pessoas de 10 anos ou mais de idade por sexo e cor (1999) | |||||
Brasil e Grandes Regiões | Média de anos de estudo | ||||
Total | Homens | Mulheres | Brancos | Preta e Parda | |
Brasil (1) | 5,7 | 5,6 | 5,9 | 6,6 | 4,6 |
Norte (2) | 5,7 | 5,5 | 5,9 | 6,7 | 5,4 |
Nordeste | 4,3 | 4,0 | 4,7 | 5,3 | 3,9 |
Sudeste | 6,5 | 6,4 | 6,5 | 7,1 | 5,2 |
Sul | 6,2 | 6,2 | 6,3 | 6,5 | 4,7 |
Centro- Oeste | 5,9 | 5,7 | 6,2 | 6,5 | 5,3 |
Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000. (1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. (2) Exclusive a população rural.
Internet: <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/ condicao
devida/indicadoresminimos/tabela3.shtm>. Acesso em 7/1/2010.
A partir das ideias do texto III e das informações da tabela, assinale a alternativa correta.
No texto, ao afirmar que a condição social não é obra do destino, é possível inferir que todos os seres humanos nascem com as mesmas condições e oportunidades.
É possível concluir, pela leitura do texto, que o estudo promove a riqueza de todos.
O texto apresenta uma coerência com os dados apresentados na tabela. A população com o menor número de anos de estudo encontra-se na região Nordeste do Brasil, onde ocorre uma concentração de pobreza. Portanto, o baixo indicador escolar é a causa da pobreza no Nordeste.
O maior número de anos de estudo é um fator que favorece a ascensão social, mas não é o único elemento determinante para minimizar as desigualdades sociais no Brasil.
Em todas as regiões do país, o número de anos de estudo para as mulheres é ligeiramente superior ao dos homens. Infere-se, portanto, que as mulheres apresentam maior capacidade intelectual para os estudos.