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A socióloga McKenzie Wark aponta o surgimento e a consolidação de uma nova classe social, a “classe vetorial”, composta por grupos de indivíduos e empresas que controlam o “vetor” da extração de dados como a Amazon, por exemplo. Jeff Bezos (fundador e CEO da Amazon) e sua equipe controlam não apenas indústrias, armazéns, logística, mas uma plataforma que domina o mercado inteiro e se manifesta não apenas num site na internet, mas em dezenas de aplicações – Alexa, Kindle, Prime Video, Amazon Music, Echo, Fire TV, AWS etc. Cada interação de um usuário com qualquer de seus produtos e portas de entrada, ao longo de todo o vetor, pressupõe inteligência de dados para a Amazon. De todos os usuários, mesmo aqueles que não compraram nada, extrai-se mais-valia. Cada clique significa trabalho não-remunerado.
Adaptado de https://revista.internetlab.org.br/devastacao/.
Com base no texto, pode-se afirmar que o poder da nova classe vetorial reside na
superação do conceito de propriedade intelectual, o que permite a apropriação das criações coletivas e sua revenda na economia digital.
coordenação e logística dos processos de produção e circulação de informações e dados, transformados em commodity.
criação de aplicativos para reduzir os custos das cadeias produtivas da indústria cultural, facilitando o acesso à cibercultura.
desmonetarização da produção cognitiva, livre de patentes, reconhecendo a impossibilidade de controlar o fluxo de informações em plataformas digitais.
financiamento do conhecimento científico e das pesquisas avançadas realizadas de modo interativo entre universidades públicas e empresas.