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Articulação indígena nas redes sociais mobiliza campanhas e protestos em defesa de seus territórios
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Priscila Tapajowara cresceu ouvindo histórias dos mais velhos sobre a invasão pelo garimpo ilegal e testemunhando os danos ambientais dessa atividade na região de Santarém, no Oeste do Pará. Apaixonada por câmeras, aprendeu a registrar o cotidiano de seu mundo, filmando tanto a exuberância da floresta e a riqueza cultural do povo Tapajó quanto a destruição causada por caçadores de ouro nas terras indígenas. Hoje, aos 29 anos, formada em Produção Audiovisual, Priscila é comunicadora da “Mídia Índia”, coletivo formado por membros de diferentes etnias e presente nas várias plataformas virtuais.
– As redes sociais são os meios que temos para mostrar sobre nossas lutas e articular a presença dos nossos parentes em espaços políticos – diz Priscila, que, em abril, estava em Brasília junto com milhares de ‘parentes’ durante o Acampamento Terra Livre (ATL) protestando contra projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional e podem levar riscos para as reservas.
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(Disponível em: https://oglobo.globo.com/um-soplaneta/noticia/2022/06/articulacao-indigena-nas-redes-sociaismobiliza-campanhas-e-protestos-em-defesa-de-seus-territorios.ghtml. Adaptado.)
Dentre as grandes discussões e polêmicas referentes às questões indígenas do Brasil, atualmente, podemos apontar o tema “marco temporal”, que:
É uma tese jurídica que procura alterar, profundamente, a política de demarcação de terras indígenas no Brasil.
Foi outorgado na Constituição de 1988, mas ainda gera debates entre ativistas ambientais, ruralistas e indígenas pelo país.
Finalmente conseguiu, a partir da sua recente promulgação, estabelecer, claramente, os limites de terra de cada aldeia remanescente no país.
Apesar de estar atendendo, positivamente, às demandas dos povos indígenas em suas questões mais urgentes, ainda gera controvérsias.