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O apito do trem soou na Grande Sala da Cidade das Artes Bibi Ferreira como o sinal de que “A última sessão de música” ia começar. O lento apagar das luzes da plateia, às 21h45min, de 11 de junho de 2022, sublinhou o aviso. Abertas as cortinas, o público se deparou com Milton Nascimento vestido com manto colorido que aludia à realeza do artista na música do mundo. Na despedida dos palcos, mas não da música, o cantor e compositor revisou 60 anos de trajetória profissional – iniciada em 1962 na noite de Belo Horizonte (MG), destino final da turnê em parada prevista para novembro – ao seguir roteiro que totalizou 31 músicas, sucessos em grande maioria, em show orquestrado sob a direção de Augusto Kesrouani Nascimento, filho de Milton.
(Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauroferreira/post/2022/06/12/milton-nascimento-se-consagra-naeternidade-das-cancoes-que-alicercam-a-ultima-sessao-de-musica. ghtml. Acesso em: 15/06/2022.)
Sobre a trajetória cultural de Milton Nascimento, assinale a afirmativa INCORRETA.
Sua trajetória artística engloba traços das culturas mineira e latino-americana, da MPB, do jazz e do rock.
A canção “Coração de Estudante” (1983), em parceria com Tiso, torna-se tema do movimento político pelas eleições diretas.
Sempre teve engajamento político com foco nas questões econômicas; se enquadra em limites rígidos; mesmo reconhecido internacionalmente, suas canções estão impressas no imaginário brasileiro.
Suas influências musicais estão presentes no “Clube da Esquina” e revelam a dinâmica dos movimentos culturais da juventude, como a presença do rock, desde marcas de vocais e guitarras dos Beatles até traços mais experimentais e progressivos.